Confira a lista dos aprovados no edital do PibicJr e Popularização da Ciência

A Fundação de Apoio à Pesquisa e a Inovação Tecnológica (Fapitec/SE) divulgou nesta sexta-feira, 20, a lista dos aprovados no edital do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr) e no Programa de Apoio a Olimpíadas de Ciências e a Projetos de Popularização da Ciência.

O Pibic Jr estimula a pesquisa científica, tecnológica e a inovação, na busca de despertar potenciais talentos entre estudantes do ensino fundamental, médio e profissional da rede pública. O Programa de Apoio a Olimpíadas de Ciências e a Projetos de Popularização, apoia a realização de Olimpíadas de Ciências ou Competições Científicas e projetos de Popularização da Ciência, voltados para divulgação, disseminação e democratização de informações sobre ciência, tecnologia e inovação.

Confira os resultados abaixo:

Projeto apoiado pelo Centelha desenvolve dispositivo de baixo custo para diagnóstico de infecções generalizadas

A ferramenta pretende tornar mais acessível e seguro os resultados dos exames de sepse

Infecções são as principais causas de morbimortalidade hospitalares no mundo, chegando a 65% no Brasil, além de ser considerada uma das principais geradoras de custo no setor público e privado da saúde. Pensando em atenuar esta problemática, um projeto desenvolvido em Sergipe e contemplado pelo Programa Centelha, promete entregar um dispositivo de baixo custo, capaz de detectar precocemente a presença de microorganismos causadores de infecção generalizada, mais conhecida como sepse, em pacientes hospitalizados.

O responsável pelo dispositivo é o biomédico e doutor em biotecnologia, Malone Santos Pinheiro, que a partir de uma observação cotidiana em busca de uma metodologia que pudesse ser implantada para realidade brasileira, se deparou com a necessidade de melhoria na acessibilidade dos exames de sepse. “Nós temos metodologias que são bastante avançadas, mas são impossíveis de serem implantadas na nossa realidade por conta de um alto custo”, conta.

Malone, que atualmente é diretor do laboratório Monera Microbiologia e professor titular da Universidade Tiradentes, pontua que os exames para detectar a sepse, por meio da hemocultura, já existem, mas são problemáticos. A hemocultura manual, por exemplo, possui um baixo custo, mas um resultado pouco preciso e confiável. A metodologia que pode entregar um resultado melhor é hemocultura automatizada, contudo, o seu custo é muito alto, o que torna sua implantação no Brasil inviável atualmente. “O novo dispositivo promete uma melhoria na hemocultura manual, aumentando sua acurácia e mantendo o baixo custo para sua implantação no país”, explica o professor Marlone Santos.

A hemocultura pesquisa por bactérias no sangue, por meio do uso de meios de cultura específicos, que podem identificar a bactéria causadora da patologia e qual medicação usar para tratá-la. No caso desse dispositivo que está sendo desenvolvido em Sergipe, o objetivo será a busca por gases oriundos do metabolismo microbiano, específicos causadores de sepse.

O próximo passo no projeto é a construção e patenteação do dispositivo. O professor, com com o apoio de seus alunos, está em no processo de monitoramento para determinar as informações físicas para a materialização do protótipo. Assim que finalizadas e definidas essas informações, o dispositivo ganhará vida por meio de uma impressora 3D e então será patenteado. “O Centelha foi o primeiro e único suporte financeiro que recebemos, o fomento dele é uma grande ajuda”, pontua.

Centelha O Programa Centelha tem o objetivo de estimular a cultura empreendedora no Brasil e a criação de empreendimentos inovadores. O Governo do Estado operacionaliza a iniciativa por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), que é vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). Promovem o programa o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), além da Fundação Certi.

Sergipe firma parceria para atualização do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional nacional

A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), por meio de Carta Acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), auxiliará na viabilização de um projeto que é de extrema importância para área da saúde e, consequentemente, para vida da população brasileira. Trata-se de uma pesquisa que atualizará as orientações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), um programa que emite recomendações para todo país, referente à vigilância alimentar e nutricional, em todas as unidades básicas de saúde do Brasil.

O projeto é coordenado pela nutricionista e professora doutora da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Andhressa Fagundes, que possui um histórico de sete anos de atuação no Ministério da Saúde, em Brasília, e uma experiência que a tornou referência para liderar a atualização do Sisvan, junto ao seu grupo de pesquisa.

De acordo com a pesquisadora, o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional foi reformulado em 2003, e periodicamente é atualizado. Apesar de sua importância para o conhecimento nacional das condições nutricionais da população, os estudos realizados mostram que os dados do programa ainda são pouco alimentados, e o sistema acaba não sendo usado em sua potencialidade total.

Segundo Andhressa, esse é um dos principais objetivos do projeto: realizar cursos à distância e materiais de divulgação para estimular e sensibilizar os profissionais de saúde quanto à necessidade da alimentação do sistema. A proposta é que qualquer pessoa que vá a uma unidade de saúde tenha seus dados [peso, altura, etc.] coletados e registrados no sistema. “Se isso for realizado corretamente em todo país, teremos as informações sobre a prevalência de obesidade e de desnutrição de todas as fases do curso da vida das pessoas, o que torna mais fácil a criação de o direcionamento de políticas públicas para a população”, explica.

Os resultados visam a melhoria na adesão e cobertura do Sisvan. “Esse material será usado por todo Brasil. Essa é importância desse projeto. Teremos um panorama mais atualizado e descentralizado das informações nutricionais e alimentares dos brasileiros”, completa Andhressa Fagundes.

A coordenadora do Programa de Apoio e Fomento à Ciência e Tecnologia (Proaf/Fapitec), Flávia Angélica, reforça que este é um projeto de cunho nacional, que faz parte das políticas públicas do Ministério da Saúde e ter ele confiado ao estado de Sergipe é uma grande honra. Ela acrescenta que a formalização da Carta Acordo, firmada entre a Fapitec/SE e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), é um marco para a Fundação e representa um novo campo de oportunidades para o financiamento de pesquisas científicas. “Só podemos agradecer a confiança da pesquisadora Andhressa Fagundes, que é a coordenadora do projeto e que escolheu a Fapitec//SE para ser beneficiária do Acordo”, pontua.

Equipe sergipana desenvolve plataforma que conecta empresas e entregadores

A demanda por ferramentas que dinamizem o transporte e a entrega de encomendas tem sido cada vez maior nos últimos tempos, sobretudo por conta das mudanças cotidianas impostas pela pandemia do coronavírus (Covid-19). É nesse cenário que uma equipe sergipana vem desenvolvendo uma plataforma de logística rápida, para conectar pessoas e empresas, a uma rede de entregadores autônomos treinados. O projeto recebe o nome de Beelog e é apoiado pelo Programa Centelha, conduzido pelo Governo de Sergipe através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec).

Idealizado em 2018, o projeto pretende operar nas modalidades same day (entrega no mesmo dia) e last mile, que está ligada à distribuição de produtos aos seus destinos finais para pessoas físicas ou jurídicas. A plataforma deve integrar uma versão mobile, para acesso de clientes e entregadores, disponível para Android e IOS, e pretende contemplar as necessidades de empresas de grande a pequeno porte, físicas ou virtuais. A expectativa é de que a plataforma já esteja disponível no mercado em dezembro deste ano.

Entre os benefícios garantidos pela plataforma estão a realização de entregas expressas ou agendadas 24 horas por dia, além do acesso a entregadores sob demanda ou em dedicação integral, de acordo com a necessidade do cliente. Também será possível fazer o rastreamento das entregas em tempo real e seguro, bem como solicitar entregas automatizadas por meio de uma interface de integração. “Com isso, as empresas conseguem aumentar suas vendas e, consequentemente, sua lucratividade. Há também uma redução dos riscos e custos de operação, possibilitando maior controle e gestão das entregas”, afirma o diretor de tecnologia (CTO) e fundador do projeto, André Fabiano Lima Júnior.

Viabilidade

De acordo com o diretor, o apoio do Programa Centelha tem colaborado para que o projeto Beelog seja tirado do papel. “O Centelha nos auxilia no nosso processo de entrada no mercado, dando suporte financeiro para estruturação da nossa equipe comercial e máquina de vendas. Ele nos ajuda também no processo de validação do nosso modelo de negócio junto ao segmento de cliente”, afirma André Fabiano.

A equipe do projeto também é formada pelo diretor executivo (CEO) e fundador Jhouferbio Rodrigues Euzebio, entre outros colaboradores. Atualmente, o grupo está trabalhando na fase de testes da plataforma. “O projeto está em fase de lançamento controlado, ou seja, iniciando a operação com alguns usuários que servem como testadores da solução em ambiente real de validação do modelo de negócio. O objetivo principal é entender o encaixe da solução à necessidade do mercado. Nessa etapa, estamos construindo e ajustando as métricas e coletando respostas dos usuários para melhoria contínua. Nossa expectativa é de que, ao final desse processo, estejamos com o um projeto validado e estruturado para captação de novos clientes em escala nacional”, afirma o diretor de tecnologia.

Centelha

O Programa Centelha tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de projetos e dinâmicas em um ambiente cultural de inovação e empreendedorismo. A iniciativa é uma parceria entre Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e Fundação CERTI. Em Sergipe, o Governo do Estado opera o programa através da Fapitec, que é vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). Entre 579 propostas submetidas, 23 projetos foram contemplados na fase final do edital.

Governo divulga resultado de Edital de incentivo à pesquisa em educação

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação, Esporte e Cultura (Seduc) e Fundação de Apoio à Inovação e à Tecnologia do Estado de Sergipe (Fapitec), divulga a lista das propostas aprovadas no Edital do Programa de Apoio e Desenvolvimento de Políticas Públicas em Educação para o Estado de Sergipe (Edital FAPITEC/SE/SEDUC Nº 02/2020).

Ao todo, 46 propostas voltadas à atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação foram aprovadas e receberão valores que variam entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para fomentar os projetos. Vale frisar que, destas, 10 foram aprovadas como prioridade um, e 36 como prioridade dois. “Neste caso, as de prioridade dois, apesar de aprovadas, ficarão aguardando o possível financiamento”, explica a coordenadora do Programa de Apoio e Fomento à Ciência e Tecnologia (Proaf/Fapitec), Flávia Angélica.

Das instituições com propostas aprovadas no edital, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) se destaca sendo 89% delas, seguida do Instituto de Tecnologia e Pesquisa com quase 9% das propostas e a Academia Sergipana de Letras com 2%. “Este edital é de extrema relevância para o estado de Sergipe, uma vez que visa unir o meio acadêmico e a gestão pública. Através dele, pesquisadores passarão a trabalhar com temas estratégicos para a Secretaria da Educação, a fim de propor soluções e aprimorar a política educacional do Estado”, completa Flávia Angélica.

O superintendente executivo da Seduc, Ricardo de Santana, lembra que a parceria firmada com Fapitec é extremamente produtiva e uma forma de trazer a comunidade acadêmica para pesquisar o tema educação, apresentando sugestões de melhoria e aprimoramento de ações, que a Secretaria poderá utilizar em suas políticas regulares.

Seguindo o cronograma proposto, a fundação também dá início ao processo de contratações. A primeira etapa é a solicitação de todos os documentos necessários para elaboração do termo de concessão.

Sobre o Edital

O edital é uma parceria entre a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) – órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) – e a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc). Os projetos selecionados deveriam mostrar adesão às linhas temáticas de interesse prioritário definidas pela Seduc, que dividem-se em quatro eixos: Emergencial, Ensino, Planejamento e Orçamento e Suporte.

A seleção buscou contribuir para a análise, formulação e implementação de políticas públicas que venham atender às demandas sociais e institucionais, assegurando a realização de estudos e pesquisas no Estado de forma participativa. Os projetos contemplados terão um prazo estimado de 18 meses, contados a partir da data de liberação do recurso, para execução.

Realidade Aumentada é aposta de startup beneficiada pelo Programa Centelha

Com o desenvolvimento e avanço da tecnologia, a tendência é que, cada vez mais, todos os processos e atividades sejam realizados de maneira inovadora. Dessa forma, a startup sergipana SADALU propõe um ensino interativo com tecnologia de Realidade Aumentada. O projeto foi contemplado no Programa Centelha, realizado pelo Governo do Estado por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e a Inovação Tecnológica (Fapitec/SE).

A ideia da startup surgiu da experiência e pesquisas da coordenadora técnica do projeto, Carla Rimkus, através de aplicação da Realidade Aumentada na Arquitetura. Neste propósito, Rimkus recebeu feedback positivo e buscou expandir a proposta para o ensino escolar. Além da coordenadora técnica, a equipe da startup é formada pela advogada, Ludmila Helena e pela administradora, Samira Custódio.

O objetivo da SADALU está no desenvolvimento de objetos de aprendizagem e recursos educacionais, destinados aos mercados de ensino superior, fundamental e médio, além de cursos profissionalizantes, bibliotecas e treinamento de profissionais presenciais e à distância.

O projeto, já alicerçado em experiências testadas com resultados positivos, demonstra eficácia e baixo custo. “Estamos desenvolvendo mais objetos virtuais de aprendizagem com grande entusiasmo e acreditamos que a tendência do EAD é crescer muito mais, principalmente após a pandemia. Diante disso, nosso trabalho se encaixa perfeitamente no cenário”, conclui Carla.

Funcionamento

A Realidade Aumentada é uma tecnologia que tem aplicabilidade em diversos setores e que surge como uma alternativa de baixo custo para áreas como a educação, que é o campo de atuação da SADALU. “O que de fato a startup proporciona é a interação virtual realizada de maneira real. Um caso bem simples é o seguinte: em uma aula de anatomia os estudantes poderão ter em suas próprias mãos, virtualmente, um coração, onde será possível visualizar e estudar fluxos sanguíneos, entre outras coisas”, explica a coordenadora técnica.

A aplicação da RA é vasta e de acordo com a Carla Rimkus, as escolas podem esperar uma resposta de baixo custo para recursos didáticos, viabilizando uma ampliação da tecnologia, bem como, em uso em escalas maiores, toda a comunidade estudantil.

Sobre o Centelha

Lançado em junho de 2019, o Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Centelha/SE) tem como objetivo promover o desenvolvimento tecnológico como base para modernização do estado, fazendo isso através do estímulo da criação de startups, a partir da geração de novas ideias, disseminando a cultura do empreendedorismo inovador em Sergipe.

A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceira com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI, que é responsável pela operação.

Pesquisadores desenvolvem equipamento para medir de radiação com apoio do Governo

Pesquisadores sergipanos estão desenvolvendo um equipamento de leitura de informações sobre radiação, com resultados promissores no campo da Física Experimental e áreas correlatas. Trata-se do projeto Zeus Dosimetria, que surgiu como um projeto de pesquisa de iniciação tecnológica, no ambiente universitário, e hoje recebe o apoio do Governo de Sergipe por meio do Programa Centelha, que é operacionalizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec).

O equipamento em que o projeto se baseia, denominado leitora de dosímetros, é utilizado para medir informações sobre a radiação a qual determinado material foi submetido, ou características de radioatividade próprias do material examinado. Outra aplicação da leitora é a utilização em dosimetria pessoal, servindo para monitorar as doses absorvidas por trabalhadores expostos a radiação.

Inicialmente, o projeto Zeus visava realizar manutenções e melhorias na leitora utilizada pela equipe do Laboratório de Preparação e Caracterização de Materiais (LPCM) do Departamento de Física (DFI) da Universidade Federal de Sergipe (UFS). “Durante a pesquisa, foram substituídos componentes, realizadas melhorias no equipamento e adicionadas outras técnicas de leitura pela leitora, ampliando as possibilidades de pesquisa utilizando um mesmo equipamento. O sucesso das melhorias e a qualidade dos resultados nos fizeram cogitar a possibilidade de desenvolver um produto ainda melhor e mais completo, que pudesse ser comercializado”, afirma Iuri Rodrigo Ferreira Alves da Silva, um dos coordenadores do projeto.

Oportunidade

De acordo com Iuri Rodrigo, o Programa Centelha trouxe viabilidade ao projeto, que atualmente encontra-se em fase de produção. “Quando soubemos do Centelha, ficamos muito animados, pois seria a oportunidade de conseguir realizar a compra dos componentes necessários para a implementação da nova leitora, além da possibilidade de obter mais capacitação por parte da equipe”, enfatiza o pesquisador.

Além de Iuri Rodrigo, a coordenação do Zeus é assumida por Adriano Borges Andrade e Maria de Andrade Gomes Silva. Os pesquisadores Mário Ernesto Giroldo Valério e Zélia Soares Macedo são responsáveis pela parte de gestão do projeto. A equipe é composta por doutores em Física Experimental com experiência em Física das Radiações, além de um engenheiro em Eletrônica, especializado em processos de automação. Todas essas competências devem garantir, além da produção dos dosímetros, a análise dos dados colhidos em cada medição, o desenvolvimento e otimização da rotina do software de aquisição de dados, e sua integração com os componentes eletrônicos do projeto.

Em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19), a equipe aguarda a chegada das peças, que foram importadas e são produzidas somente por empresas estrangeiras. A expectativa é de que a finalização do projeto permita a oferta do produto a preços acessíveis, sobretudo para pequenos estabelecimentos.“Acreditamos que o sucesso da empresa pode beneficiar bastante o comércio nacional, pois uma das aplicações dessa leitora é a utilização em dosimetria individual entre trabalhadores, impedindo que sejam excedidos os limites de dose determinados por lei. Isso já é feito em clínicas, laboratórios e hospitais. Porém, a maioria das empresas que realizam tais serviços é estrangeira ou importa equipamentos de leitura. Isso torna o processo mais custoso para o consumidor final”, salienta Iuri Rodrigo.

Centelha

O Programa Centelha é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A Fundação CERTI também integra a parceira, sendo responsável pela operação. Em Sergipe, o Governo do Estado conduz o programa através da Fapitec, que é vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). O propósito do programa é disseminar a cultura empreendedora no Brasil e estimular a criação de empreendimentos inovadores.

Ex-bolsista da Fapitec conquista prêmio na área de Medicina

Recentemente foi divulgado, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, o resultado do Prêmio Capes de Tese – Edição 2020, que determina às melhores teses de doutorado defendidas em 2019. E a doutora sergipana em Ciências da Saúde Paula dos Passos Menezes foi outorgada pela sua tese na área de Medicina. É a primeira vez que uma sergipana vence este prêmio, que está em sua 15° edição.

Paula dos Passos Menezes, que é também professora substituta do Departamento de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), foi bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação de Sergipe (Fapitec) durante sua graduação e mestrado. O tema abordado em seu trabalho foi: “Tecnologias para estudo e tratamento da insuficiência venosa crônica: desenvolvimento de microambientes e abordagens nanotecnológicas”.

Segundo o orientador da tese, o professor doutor Adriano Antunes de Souza Araújo, a partir do uso de tecnologias farmacêuticas, a doutoranda desenvolveu biomateriais para o tratamento de úlceras venosas, realizando estudos em microambientes tridimensionais. O produto final são meias que já possuem um medicamento em sua composição, e que atuam diminuindo a dor associada à lesão e acelerando a cicatrização. As meias, promovem, ainda, o clareamento da área perilesional, devido a redução de melanina e eritema, e contribuem para a redução dos diâmetros venosos de diferentes segmentos da veia safena.

De acordo com a farmacêutica, a meias resolvem dois problemas deste tipo de tratamento: a adesão e as reações adversas. “O tratamento padrão, utilizado atualmente nos pacientes com varizes e úlceras venosas, normalmente se dá pelo uso de comprimidos e de meias compressivas (sem nenhum fármaco). Normalmente, as pessoas esquecem de ingerir os medicamentos ou eles podem causar uma reação adversa, como desconforto gástrico. Então, usando uma meia que já tem o medicamento, resolvemos esse problema de adesão, sendo mais fácil do paciente lembrar, além de atuarmos apenas no lugar da ferida, evitando possíveis desconfortos no estômago e melhorando bastante a qualidade de vida”, explica a professora.

A pesquisa contou ainda com a co-orientação da professora doutora Sílvia Stanisçuaski Guterres.

Trajetória

Nascida no povoado de Boqueirão, município de Areia Branca, filha de feirantes, a professora, mestre e doutora Paula dos Passos Menezes teve uma longa trajetória, que exigiu muito foco e determinação. Seu projeto teve início no ano de 2010, quando foi aprovada como bolsista da Fapitec/SE, com um apoio financeiro muito importante em sua jornada acadêmica. Mais tarde, no ano de 2017, já como mestranda, participou, mais uma vez como bolsista do Edital João Ribeiro, também promovido pela Fapitec/SE, no qual teve a tese premiada como artigo científico.

“Para chegar onde cheguei, com certeza, a iniciação científica foi um passo decisivo, e a Fapitec foi importantíssima neste processo. Primeiro pela concessão de bolsas, pois considero fundamental o investimento que fizeram nos meus estudos, e também pelo reconhecimento das pesquisas que a gente desenvolve com tanto empenho e qualidade aqui na UFS”, finaliza.

Para o diretor técnico da Fapitec/SE, Ronaldo Guimarães, o prêmio é uma importante conquista da pesquisa sergipana e um reconhecimento pelo trabalho executado pela professora doutora Paula Passos Menezes. “Vale destacar, ainda, que tudo isso demonstra, também, o reconhecimento de um árduo trabalho, executado pelo Governo, por meio da Fapitec, para o fomento da pesquisa e inovação no nosso estado”, destaca.

Tecnova II: Fapitec divulga lista de propostas enquadradas

A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) divulgou na manhã desta quinta-feira (15), a lista de propostas enquadradas no edital Tecnova II. O edital tem como objetivo fomentar a criatividade, inovação e incremento da competitividade das empresas brasileiras por meio do incentivo financeiro.

Os selecionados poderão receber aportes financeiros com valores entre R$ 100 mil e R$ 300 mil, totalizando um incentivo geral de R$ 2 milhões. Dessa maneira foram visados apenas projetos de inovação, que envolvam significativo risco tecnológico, associado a oportunidades de mercado, sendo possível a atuação em diversos setores como por exemplo: agronegócio; eventos e lazer; educação e etc.

O resultado está disponível em nosso site na aba de “editais em andamento”. Os proponentes que não tiveram seus projetos enquadrados poderão apresentar recursos à Etapa de Avaliação de Requisitos Formais (enquadramento) até o dia 27 de outubro. Os recursos administrativos deverão ser protocolados via E-doc, disponível no site da FAPITEC, por meio de ofício.

FAPITEC/SE divulga Resultado Final do EDITAL Nº 02/2020 – SEDUC

A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE) divulgou nesta sexta-feira, 30 de outubro, o resultado final do EDITAL FAPITEC/SE/SEDUC Nº 02/2020 – PROGRAMA DE APOIO E DESENVOLVIMENTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO PARA O ESTADO DE SERGIPE.

Mais informações sobre o resultado podem ser obtidas com a Coordenação do Programa de Apoio e Fomento à Ciência e Tecnologia (Proaf) pelo e-mail proaf@fapitec.se.gov.br. O contato pode ser feito também pelos telefones: (79) 3259-3007, (79) 99191-5811.

Confira o resultado abaixo:

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Última atualização: 4 de março de 2021 10:14

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