Inscrições para edital de incentivo à produção científica em escolas públicas seguem até dia 16

Com o objetivo de oportunizar novas candidaturas, o prazo para inscrições no edital do Programa de Projetos Científicos e Tecnológicos na Rede de Educação Estadual (Bolsas IC Jr/SEDUC) foi prorrogado até 16 de outubro. A iniciativa é voltada a estudantes de ensino Fundamental e Médio e profissionais da Rede Pública, que terão a oportunidade de receber suporte financeiro do Governo de Sergipe para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e divulgação científica. O programa é desenvolvido em parceria pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) e a Secretaria da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc).

O aporte global do programa é de R$ 220 mil, sendo que cada proposta aprovada poderá receber um auxílio no valor de R$ 1 mil pela duração máxima de 12 meses. O valor é direcionado ao custeio de despesas administrativas. As propostas selecionadas também incluirão bolsas de Iniciação Científica Júnior no valor de R$ 100 mensais pelo período de até um ano. O edital tem o intuito de incentivar talentos e despertar a vocação científica entre estudantes a partir do 9º ano sob orientação de professores pesquisadores qualificados.

As propostas devem buscar alinhamento com a metodologia STEAM, que compreende Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, no contexto das instituições de ensino da Rede Pública Estadual. Todas essas áreas devem ser integradas em um mesmo projeto, que precisa estar conectado aos temas definidos como áreas prioritárias pelo edital: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Formação Técnica/Profissional (linha de Projetos Científicos e Tecnológicos) e Prevenção, Enfrentamento e Convivência (linha de projetos relacionados à Covid-19).

Submissão

A submissão dos projetos está condicionada à vinculação do professor orientador à Rede Pública Estadual de Ensino de Sergipe. O educador deve possuir currículo cadastrado e atualizado na Plataforma Lattes e possuir no mínimo o título de mestre. Também é necessário tomar todas as providências relacionadas a autorizações e não ter nenhuma pendência de prestação de contas em projetos anteriores. O edital permite a inscrição de coorientadores nas equipes.

As propostas devem ser inscritas sob a forma de projetos de pesquisa e enviadas por E-DOC. A Diretoria Técnica da Fapitec, por meio da Coordenação do Programa de Comunicação Científica e Tecnológica (Procit), está disponível para fornecer informações adicionais através dos contatos: (79) 99191-5811 e procit@fapitec.se.gov.br. Para fazer o download do edital completo, acesse www.fapitec.se.gov.br, no menu Editais > Editais abertos.

EDITAL FAPITEC/SE/SEDUC Nº 02/2020 PROGRAMA DE APOIO E DESENVOLVIMENTO DE POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO PARA O ESTADO DE SERGIPE

Propostas de candidatura ao Programa de Apoio e Desenvolvimento de Políticas Públicas em Educação para o Estado de Sergipe seguem até 12 de agosto.

Será lançado nesta quinta-feira (25), com publicação no Diário Oficial, o edital do Programa de Apoio e Desenvolvimento de Políticas Públicas em Educação para o Estado de Sergipe. O edital tem o objetivo de trazer suporte a atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, concedendo apoio financeiro individual de até R$ 20 mil por projeto e totalizando um valor global estimado de R$ 300 mil.

O programa é uma parceria da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) com a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc). As propostas de projetos devem demonstrar adesão às linhas temáticas de interesse prioritário definidas pela Seduc.

Os projetos contemplados terão um prazo estimado de 18 meses contados a partir da data de liberação do recurso. Cada proposta aprovada poderá solicitar até duas bolsas de iniciação científica no valor de R$ 400,00 pelo prazo de 12 meses. A data limite para submissão das propostas, que deve ser feita por via eletrônica no sistema SIGFAPITEC, é 12 de agosto. O resultado do enquadramento está previsto para ser publicado no site da Fapitec em 17 de agosto, e a divulgação dos resultados finais deve ocorrer em 09 de outubro, também no site. A previsão é que os projetos aprovados serão contratados até 06 de novembro.

Linhas temáticas

As linhas temáticas foram divididas em quatro áreas, sendo que, para cada uma, foram especificados temas de interesse. Na Área Emergencial, a linha temática é Covid-19 e Educação. Na Área de Ensino, o edital aponta as linhas temáticas Ensino Fundamental e Médio, Educação Profissional e Apoio ao Ensino. Na Área de Planejamento e Orçamento, constam as linhas Censo Escolar, Orçamento e Ordenamento da Rede. Na Área de Suporte, as linhas são Alimentação, Transporte, Engenharia e Tecnologia da Informação.

De acordo com o diretor-presidente da Fapitec, José Heriberto Pinheiro Vieira, o edital representa uma colaboração do poder público no fomento à ciência. “Nosso propósito é contribuir para a análise, formulação e implementação de políticas públicas que venham atender às demandas sociais e institucionais de forma participativa. O Termo de Cooperação Técnica celebrado entre a Fapitec e a Seduc visa implementar ações conjuntas que assegurem a realização de estudos e pesquisas aplicadas em políticas públicas no Estado”, afirma.

Segundo o superintendente executivo da Seduc, Professor Ricardo de Santana, o edital visa auxiliar a superação de desafios na Educação. “É a busca de uma parceria com as instituições de ensino superior, para que elas tragam estudos e pesquisa para ajudar a educação em seus principais desafios, contribuindo com novas visões e soluções. É importante dizer que uma das temáticas colocadas diz respeito à pandemia. Existe a necessidade de entender a nova realidade e quais adaptações podemos fazer, e isso é objeto de pesquisa. Esse é o foco da parceria com o lançamento do edital, mostrando uma vertente de integração”, pontua.

Candidatura

Para enviar propostas, os candidatos precisam ser pesquisadores vinculados formalmente a instituições de ensino superior sediadas em Sergipe, com a titulação mínima de Doutor, além de serem coordenadores do projeto. Cada pesquisador só poderá submeter uma proposta ao edital. Sobre a equipe técnica, é exigido que os pesquisadores, alunos e técnicos emitam sua anuência por escrito e tenham currículos cadastrados na Plataforma Lattes.

A documentação obrigatória para a candidatura inclui o cadastro atualizado do pesquisador e da equipe no SIGFAPITEC, o link do Currículo Lattes do coordenador e o formulário eletrônico devidamente preenchido, incluindo projeto de pesquisa e comprovante de titulação. Após o lançamento do edital, os links do documento e o formulário de candidatura estarão disponíveis no site fapitec.se.gov.br.

Projeto aprovado no Programa Centelha visa contribuir com o conhecimento da comunidade surda

Trabalhar a acessibilidade utilizando métodos tecnológicos tem sido uma prática cada vez mais comum na sociedade. Segundo dados do IBGE, mais de 40 milhões de pessoas possuem algum tipo de necessidade especial e a maioria utiliza a tecnologia diariamente. Assim, com a proposta de mudar esse contexto e possibilitar um intercâmbio linguístico-cultural para os seus usuários, o projeto Interlibras foi elaborado e aprovado no Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Centelha/SE), iniciativa entre o Governo do Estado, através da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação de Sergipe (Fapitec) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O estudante de Ciência da Computação e fundador do projeto, Wallace Lessa, afirma que teve a ideia de desenvolver o aplicativo com outro amigo, no intuito de auxiliar os deficientes auditivos que enfrentam diversos problemas no cotidiano. “A ideia do projeto é criar um aplicativo para celulares que reúna diversas línguas de sinais, de diferentes países, possibilitando um intercâmbio linguístico-cultural para os usuários”, frisa.

O aplicativo vai contar com uma série de palavras e situações, suas respectivas traduções para as línguas de sinais cadastradas e um avatar 3D que irá realizar as traduções e reproduzir os gestos em tempo real. Todo o aplicativo vai ser construído de forma bastante visual, para que seja acessível para aqueles que não compreendem a língua escrita (cerca de 80% dos surdos no Brasil, segundo dados da HandTalk).

Wallace destaca que tem a intenção de deixar o aplicativo cada vez mais acessível para todas as nacionalidades. “O aplicativo vai ter o espaço de tradução livre e de aprendizagem, que vai contar com módulos elaborados por profissionais no ensino língua de sinais. Inicialmente as línguas suportadas serão Português, Libras (Língua Brasileira de Sinais), Inglês e ASL (Língua Americana de Sinais), mas com ambição de expandir para mais línguas no futuro”, ressalta.

No momento o aplicativo se encontra nos estágios iniciais de desenvolvimento. Após ter passado pelas etapas de concepção de telas, ele está sendo trabalhado na criação do modelo 3D e na programação do aplicativo, que será disponibilizado nas lojas virtuais para celulares Android e iOS. A próxima etapa vai ser trabalhar com o auxílio de profissionais para mapear os gestos de algumas línguas de sinais para dentro do banco de dados.

Sobre o Centelha

O Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Centelha/SE) foi lançado em junho de 2019 com o objetivo de promover o desenvolvimento tecnológico como base para modernização do estado. Ele visa ainda estimular a criação de startups, a partir da geração de novas ideias, disseminando a cultura do empreendedorismo inovador em Sergipe. O investimento total é de R$ 1,2 milhão, sendo R$ 900 mil provindos da Finep, e R$ 300 mil de contrapartida estadual.

Parceiros

Para o Programa Centelha se tornar realidade em Sergipe, a iniciativa conta com uma série de parceiros que apoiam e dão suporte a realização do programa. São eles: Sedetec, SergipeTec, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Tiradentes (UNIT), Instituto Evaldo Lodi (IEL), Instituto Federal de Sergipe (IFS), Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe (Fanese), Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio/SE), Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação (IPTI), JRabelo Gestão da Inovação, Grupo Rede+, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), AceleraSE, e a Secretaria de Estado da Educação, Esporte e Cultura (Seduc).

Startup sergipana de tecnologia promove aprendizado imersivo com auxílio do Programa Centelha

Educação é sempre um tema que requer muita atenção, onde propostas modernas são bem vindas para melhorar a qualidade de ensino. Pensando nisso surgiu a EducAr , uma startup de tecnologia que pretende transformar a educação de forma criativa e inovadora, proporcionando aprendizado por experiências, através do uso da tecnologia de Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV). A empresa é uma das 23 startups que surgiram após aprovação no Programa Centelha, que tem apoio e realização do Governo do Estado de Sergipe, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e a Inovação Tecnológica (Fapitec/SE).

O projeto é uma ideia das neuroengenheiras Mab Abreu, Tássia Nunes e Tâmara Nunes, que pensaram na possibilidade de trabalhar com a Realidade Virtual e resolver problemáticas encontradas na educação, por meio do aprendizado imersivo. De acordo com Mab Abreu, que é psicóloga, mestre em neuroengenharia e coordenadora do projeto, a ideia consiste em aplicar um novo método de ensino e aprendizagem por meio de storytelling (capacidade de contar histórias de maneira marcante, a partir de técnicas como o uso de recursos audiovisuais juntamente com as palavras) e gamificação (uso de mecânicas e características de jogos para engajar, motivar comportamentos e facilitar o aprendizado). Essas técnicas desenvolvem a pré-ativação cerebral, para uma absorção mais completa de cada tipo de conteúdo de forma prática.

Com a implementação da Realidade Aumentada (RA) e utilização de aspectos da gamificação e da contação de histórias em sala de aula, a EducAr oferece um conceito de integração e interatividade entre professores e alunos, e a construção do conteúdo partindo de ambos.“Nosso objetivo é transformar a educação e trazer uma nova forma de aprender, porque acreditamos que cada cérebro, cada pessoa, tem potencialidades infinitas de aprendizagem, de gerar neuroplasticidade, e que através do aprendizado imersivo, causando experiência emocional, seja mais confortável a expansão dessas potencialidades”, explica Mab.

Funcionamento

O projeto passou por fragmentações para ser realizado, logo, algumas etapas já foram feitas e estão sendo executadas. Mas deve-se levar em consideração que o projeto é contínuo, ou seja, estará sempre se renovando e sendo remodelado ao longo do tempo. “Já fizemos a implantação da Realidade Aumentada na sala de aula e os alunos puderam ter a experiência de trabalhar com essa tecnologia. Sou professora universitária, então já utilizei a ferramenta em algumas aulas para os alunos e foi muito bem recebido. Estamos implementando a parte do treinamento para os professores e unindo mais duas etapas para finalizar o projeto”, esclarece a coordenadora.

A EducAr pretende integrar escolas públicas para a realização do projeto piloto completo, oferecendo o treinamento com os professores e todo o suporte para eles poderem se transformar dentro da nova metodologia, utilizando-a com seus alunos. “Após isso, pensamos em parcerias com as Secretarias de Educação para levá-lo a diversas escolas do mesmo município e também em escolas particulares que tenham interesse na inovação dentro do contexto educacional”, ressalta.

As fundadoras da startup EducAr contam que à época das inscrições do Centelha elas tinham criado o primeiro protótipo, saindo da idealização para a criação do primeiro MVP (Produto Mínimo Viável). “Decidimos participar porque seria o start de muitas coisas. A primeira era que precisávamos de máquinas adequadas, computadores com alto desempenho para poder desenvolver a tecnologia. Então foi o que o recurso proporcionou. E tem dado certo”, comemora Mab Abreu.

Sobre o Centelha

Lançado em junho de 2019, o Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Centelha/SE) tem como objetivo promover o desenvolvimento tecnológico como base para modernização do estado, fazendo isso através do estímulo da criação de startups, a partir da geração de novas ideias, disseminando a cultura do empreendedorismo inovador em Sergipe.

A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceira com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI, que é responsável pela operação.

Plataforma e marketplace buscam valorização das raízes brasileiras

Uma nova plataforma de comunicação e marketplace social, especializada na diversidade brasileira, pretende projetar empreendedores que produzem bens e serviços locais. Intitulado ‘Receitas de Origem: Brasilidade e Diversidade’, o projeto conta com o apoio do Programa Centelha, operacionalizado pelo Governo de Sergipe por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec).

A proposta se baseia no mapeamento, fomento e circulação de produtos e personagens de diversas localidades brasileiras que tenham o fazer local como símbolo e que identifiquem o saber geracional de seu povo, através da culinária, dos sabores regionais, da indicação geográfica e das marcas coletivas. Tudo foi desenvolvido com base nos relatos, pesquisas e necessidades apontadas pelos próprios empreendedores sobre como comunicar, posicionar, promover a inclusão digital, a venda e a circulação de produtos, produtores e regiões.

A fundadora e gerente executiva do projeto, Aline Marianne Magalhães Farias, é pesquisadora, empreendedora e publicitária. Ela conta que a proposta nasceu da combinação entre paixão e necessidade. “Sempre que eu desejava presentear alguém, levava algo de comer que tivesse história e cunho social. Mas os produtos eram sempre desconhecidos, as pessoas pediam referências de onde encontrá-los. Por outro lado, os produtores relatavam dificuldade em comunicar valor e acessar compradores”, explica.

A proponente do projeto completa que isso gerou uma inquietação e ela passou a se questionar por que produtos com alto potencial de sustentabilidade individual, coletiva e comunitária tem dificuldades de circulação e acessibilidade. “Este passou a ser nosso objetivo: criar estratégias de comunicação, posicionamento, vendas e marketing para apoiar pequenos e médios produtores dedicados a criar, produzir e vender a diversidade brasileira”, relata.

Segundo Aline, o Programa Centelha representa uma grande conquista para a equipe do projeto. “Concorremos com 579 projetos e ganhamos como sétimo colocado, estamos muito felizes. Este é um programa único e deve ser fomentado, pois se dedica a apoiar empreendedores que ainda não tem muitas respostas sobre o seu negócio. Verdadeiramente, é o primeiro impulso para quem quer empreender. É uma importante validação e chancela de que estamos no caminho certo”, considera.

Eixos

O projeto Receitas de Origem contempla três eixos de atuação complementares: a plataforma de vendas nomeada ‘Dom do Brasil: Marketplace de Terroir’, as ações de educação empreendedora e inclusão digital denominadas ‘Comunidade Sabor: minha comunidade tem sabor e oportunidade’ e o programa de mestres populares, intitulado ‘Guardiões da Receita: Saber Geracional’. Integrados, os eixos visam abarcar toda a experiência vinculada ao produto turístico, socioeconômico e gastronômico, desde seu registro histórico até as relações comerciais.

A gerente executiva explica os motivos pelos quais Sergipe foi escolhido para iniciar o mapeamento dos produtos. “Em um estado tão singular, percebemos que é uma prioridade não apenas para ampliar a visão de quem é de fora. O próprio sergipano não sabe que Sergipe não é só da mangaba, mas é também do vinho, do queijo, da cachaça, dos doces tradicionais. Assim, Sergipe foi escolhido para iniciar esse processo por possuir menor área geográfica e maior facilidade de mapeamento desses ativos. Isso traz elementos importantes de desenvolvimento de produto e proposta de valor para nossa startup”, pontua Aline.

A equipe do projeto é composta também pelo arquiteto Andre Faro Abreu da Cunha e pela historiadora Lunna Brasil, com parceria corporativa da Vapor Filmes (BA/SE) e da Voz Comunica (BA). Atualmente, o projeto encontra-se na fase de finalização do site (receitasdeorigem.com.br), com expectativa de lançamento em outubro de 2020. Os detalhes também poderão ser conferidos no Instagram @receitasdeorigem.

Centelha

O Programa Centelha visa disseminar a cultura empreendedora no Brasil e estimular a criação de empreendimentos inovadores. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), são os promotores do Programa. A Fundação CERTI também integra a parceira, sendo responsável pela operação.

Fapitec anuncia prorrogação de edital voltado a empresas do ramo de inovação

As empresas interessadas em submeter projetos ao Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras (Tecnova II) terão uma nova chance. A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) anuncia a prorrogação do prazo de inscrições até às 18h do dia 1º de outubro, abrindo novas oportunidades às organizações que atuam no ramo de inovação.

O Tecnova II tem o objetivo de estimular as atividades de inovação e criatividade, incrementando a competitividade entre empresas no momento pós-pandemia. Os selecionados poderão receber aportes financeiros com valores entre R$ 100 mil e R$ 300 mil, totalizando um incentivo geral de R$ 2 milhões.

De acordo com a coordenadora do Programa de Inovação Tecnológica da Fapitec, Ana Flávia Menezes, a prorrogação se deve ao aumento da demanda de organizações interessadas em se candidatar ao edital. “Levamos em consideração que as atividades presenciais da Fapitec foram retomadas na última semana, e que desde então recebemos muitos e-mails e ligações de pessoas interessadas. Então, para não deixar essas empresas de fora, resolvemos estender o prazo por 15 dias”, afirma a coordenadora.

Edital

A elaboração de propostas para o Tecnova II deve respeitar os temas e setores prioritários apontados no edital, ligados às áreas científica e de tecnologia. O programa é destinado a empresas brasileiras sediadas em Sergipe, com faturamento anual de até R$ 16 milhões. Além do suporte financeiro, as empresas beneficiadas receberão também o auxílio técnico da Fapitec na execução dos projetos.

Devem ser submetidas propostas relacionadas ao desenvolvimento de bens, serviços e processos novos e aprimorados que contribuam para as políticas federais e estaduais de inovação. Cada empresa poderá submeter apenas uma proposta, sendo que, além da proponente, uma co-executora também poderá ser contemplada.

As inscrições e propostas devem ser feitas exclusivamente na página da Fapitec na internet, via E-DOC disponível no campo “Protocolo Externo”. Também estão disponíveis no site o edital completo e os protocolos de documentação. Para mais informações, basta contatar a coordenação do Programa de Apoio à Inovação Tecnológica (Proint) pelo e-mail proint@fapitec.se.gov.br ou pelo telefone (79) 3259-3007.

Governo de Sergipe apoia projeto que utiliza microalgas para absorção de CO2

Um projeto sergipano vem apostando na utilização de microalgas para absorção de gás carbônico (CO2) da atmosfera proveniente de processos industriais, auxiliando na redução de impactos ambientais. Elaborado por especialistas das áreas de Engenharia Química e de Produção, o projeto conta com o apoio do Governo de Sergipe, por meio do Programa Centelha, operacionalizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec).

A ideia se baseia no desenvolvimento de reatores tubulares, nos quais as microalgas devem circular, estando sob condições de temperatura e luz solar específicas e na presença de nitrogênio, carbono e fósforo. Nessas circunstâncias, as microalgas podem crescer e absorver gás carbônico, diminuindo a emissão de gases do efeito estufa e criando um potencial de geração de créditos de carbono.

“No caso de alguma indústria que produza CO2, podemos canalizar uma tubulação para onde essas microalgas estão crescendo, de modo que esse gás carbônico não seja liberado na atmosfera causando danos ambientais. É o que chamamos de sequestro de CO2”, afirma Rogério Luz Pagano, doutor em Engenharia Química e professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Sergipe (DEQ/UFS), que integra a equipe do projeto.

Rogério comenta que as microalgas também são objeto de pesquisa da professora doutora Cristina Ferraz Silva, também do DEQ/UFS, que vem auxiliando o projeto na parte de cultivo. Ele também explica que a versatilidade das microalgas já é foco de estudos desses professores há anos, com a geração do primeiro trabalho sobre o tema em 2013. O pesquisador informa que o desejo de desenvolver um negócio no ramo é antigo. “O Programa Centelha serviu como um catalisador para a gente criar essa empresa. Ele veio agora para dizer ‘é a oportunidade que vocês têm para botar tudo isso em prática’”, relata.

Utilidades

Rogério conduz o negócio ao lado de seu irmão, Roosevelt Luz Pagano, que é engenheiro de produção e proponente do projeto. A professora Cristina Ferraz atua como colaboradora. Além de atuar no ramo de créditos de carbono, o projeto pretende se inserir também no setor alimentício.

“Enquanto o mercado de créditos de carbono não tem ainda o vigor e a regulamentação necessárias no Brasil, a gente pretende investir na produção dessa microalga para suplemento alimentar. Isso requer testes de base alimentar, carbono, umidade, nutrientes, mas pensamos em manter a empresa nessa linha até que a parte de sequestro de CO2 seja viável”, explica Rogério.

O engenheiro químico aponta outras potenciais utilidades e benefícios do projeto. Um deles é a geração de biomassa a partir do crescimento das microalgas, que pode ser aplicada como fertilizante, ração animal e na produção de biocombustíveis, a exemplo do biodiesel.

Centelha

O Programa Centelha busca a disseminação da cultura empreendedora e de inovação no Brasil. A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceira com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A Fundação CERTI também integra a parceria, sendo responsável pela operação. Em âmbito local, o Governo de Sergipe desenvolve o Programa por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), à qual a Fapitec é vinculada.

Edital TECNOVA II disponibiliza R$ 2 milhões em suporte para projetos de inovação

Empresas que atuam no ramo de inovação em Sergipe poderão ser contempladas com valores entre R$ 100 mil e R$ 300 mil como incentivo para abertura e expansão de projetos. A iniciativa que integra o edital do Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras (TECNOVA II), possui um aporte global de R$ 2 milhões e visa estimular as atividades de inovação e incrementar a competitividade entre empresas no cenário pós-pandemia. O edital é de responsabilidade do Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec). Recém-prorrogado, o prazo das inscrições seguem até 17 de setembro.

O edital é destinado a empresas brasileiras sediadas em Sergipe, com faturamento anual até R$ 16 milhões de reais. Além do apoio financeiro, as empresas autoras das propostas selecionadas e contratadas terão acesso ao suporte técnico da Fapitec para auxiliar a execução dos projetos. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/FINEP) é a instituição financiadora do programa.

Áreas O chamamento público aponta temas e setores prioritários que devem nortear a elaboração das propostas a serem submetidas, listados de forma detalhada no edital. As empresas candidatas devem apresentar ideias para o desenvolvimento de bens, serviços ou processos, novos ou aprimorados, que contribuam para as políticas públicas de inovação em âmbito federal e estadual, com foco em setores econômicos estratégicos. Além da empresa proponente, o projeto pode contemplar uma beneficiária co executora.

Entre os temas prioritários em torno dos quais os projetos deverão ser elaborados estão Automação, Biotecnologia e Genética, Design, Eletroeletrônica, Inteligência artificial, Internet das coisas (IoT), Robótica, Mecânica e mecatrônica, Nanotecnologia, Química, Realidade virtual, Segurança, Tecnologia Social e Tecnologia da Informação (TI), entre outras. Cada empresa poderá submeter apenas uma proposta, enquadrada em um dos temas mencionados no edital.

Informações

Ao final do período de execução, os projetos deverão estar em condições de ingressar nas etapas de certificação, produção e/ou comercialização. Cada empresa poderá submeter apenas uma proposta enquadrada em um dos temas mencionados no edital.

Para realizar a inscrição, as propostas devem ser submetidas exclusivamente por meio eletrônico, via E-DOC disponível na página da Fapitec, em “Protocolo Externo”. O edital completo e os protocolos para envio de documentação estão disponíveis em no site da Fapitec. Mais informações podem ser obtidas junto à Coordenação do Programa de Apoio à Inovação Tecnológica (Proint) pelo telefone (79) 3259-3007 ou no e-mail proint@fapitec.se.gov.br.

Plataforma desenvolvida por meio do Programa Centelha oferecerá assessoria veterinária remota

Criadores de animais de todo o Brasil poderão, em breve, contar com um atendimento veterinário especializado com o auxílio da internet. Desenvolvido por uma equipe sergipana, o projeto ‘Assessoria Veterinária por Mídia Digital’ promete criar uma plataforma online para auxiliar o trabalho dos veterinários, levando assistência a regiões onde há escassez de profissionais especializados. O projeto conta com o suporte do Programa Centelha, executado pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC).

O proponente e responsável pela gestão do projeto, Aécio Silva Júnior, é estudante de Medicina Veterinária e mora no município de Porto da Folha, onde cria animais de produção. Ele explica que a ideia nasceu ao observar as necessidades de sua própria comunidade, vendo a realidade dos pequenos criadores rurais. “O projeto surgiu da demanda por atendimento especializado de tutores de animais que moram em regiões onde há poucos ou nenhum veterinário especialista e pela procura dos próprios veterinários clínicos gerais e de outras especialidades por ajuda em casos mais complexos. Assim, o projeto busca permitir que tutores e criadores de animais de qualquer região do Brasil possam receber atendimento mais especializado quando o acesso ao especialista não seja possível presencialmente”, afirma.

De acordo com o gestor, o Programa Centelha trouxe viabilidade ao projeto. “Primeiramente, permitiu treinamento dos seus idealizadores e membros com palestras e vídeos formativos. O sistema de seleção também serviu para aprendizado de planejamento e construção da proposta. O suporte financeiro foi definitivo para a execução do projeto”, destaca. Além de Aécio, integram a equipe as professoras e doutoras em Medicina Veterinária, Kalina Maria de Medeiros Simplício e Monalyza Cadori Gonçalves, e o doutor e professor em Economia, Thiago Limoeira Ricart.

Benefícios

Aécio explica que a assessoria será prestada por especialistas ou juntas veterinárias, de qualquer lugar do Brasil ou do exterior, ao profissional mais próximo ou de confiança do tutor/criador. Com base nas indicações dos especialistas acionados pela plataforma, o veterinário local poderá prestar um atendimento mais preciso e eficaz nos casos que demandarem maior experiência ou especialização. O proponente também informa que a equipe está atenta às questões legais, de modo a respeitar todas as dinâmicas de trabalho da classe veterinária e registros junto aos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMV).

No momento, o projeto encontra-se em fase de avaliação das propostas e modelos de plataformas junto aos programadores. A equipe também está atuando no planejamento de mercado e nos contatos com possíveis colaboradores. A expectativa é de que a ferramenta seja testada de forma inicial pelos profissionais já confirmados em até seis meses.

“A ‘acesso remoto à assistência veterinária especializada’ permitirá um atendimento de maior qualidade e imediato, diminuindo as perdas financeiras e emocionais por diagnósticos e/ou tratamentos inadequados ou por demoras. Indiretamente, o veterinário que atende na região poderá aumentar sua credibilidade, segurança, experiência e retorno financeiro. De forma similar, hospitais-escola poderão aperfeiçoar o aprendizado dos veterinários residentes por meio de fornecimento e do uso da assessoria, facilitando sua formação destes, principalmente em ambientes onde não há um professor especialista para cada área”, informa Aécio.

Centelha

O Programa Centelha tem o objetivo de estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Brasil. No estado, a iniciativa é operacionalizada pelo Governo de Sergipe por meio da Fapitec, vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). Atualmente, o programa está em etapa de contratação. 23 projetos foram aprovados na fase final do edital, entre 579 ideias submetidas.

O programa é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A Fundação CERTI é responsável pela operação.

Projeto apoiado pelo Governo do Estado mensura qualidade de produtos jornalísticos

Em tempos de ascensão das novas tecnologias, a comunicação trabalha em conjunto e seus profissionais desempenham novas formas de interação entre os setores da imprensa e a sociedade. É dessa forma que pesquisadores trabalharam no projeto “Q-Avalia: mensuração de qualidade e desempenho jornalístico”, proposta aprovada no Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Centelha/SE), iniciativa entre o Governo do Estado, através da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação de Sergipe (Fapitec) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A ideia de implementar as pesquisas nas áreas de jornalismo, empreendedorismo, inovação e tecnologia surgiu de um grupo de pesquisadores universitários que trabalham com projetos associados ao desenvolvimento de produtos jornalísticos, orientados para qualidade editorial. Segundo o jornalista e coordenador da proposta, Josenildo Guerra, o objetivo é permitir que a sociedade faça críticas a conteúdos jornalísticos que, por acaso, não lhe agrade, e a empresa de comunicação possa se explicar em tempo hábil e, de prontidão, melhorar seu conteúdo.

“A proposta visa criar um canal de comunicação para que essa interação, entre imprensa e sociedade, seja feita de forma mais transparente e sob nossa mediação. Os usuários terão um aplicativo à disposição para fazer os devidos comentários sobre as notícias divulgadas pela mídia. A nossa empresa fará o tratamento dessa informação e encaminhará para a empresa de comunicação. Também faremos um relatório com alguns pontos a serem debatidos pela nossa equipe”, explica Guerra.

Passados os meses do desenvolvimento desta proposta, a empresa denominada de Qualicom Digital, já pensa em novos formatos que irão encorpar ainda mais os seus serviços. O jornalista e sócio administrador da empresa, Josafá Neto, ressalta que chegou a hora de viabilizar a empresa e entregar os produtos para o mercado.

“Além da criação da Qualicom Digital, onde o Programa Centelha foi a porta de entrada, tivemos a oportunidade de entregar mais dois produtos para o mercado da comunicação. Um sistema de ouvidoria com avaliação de conteúdo jornalístico; e um ranking de qualidade de informação, avaliação de transparência editorial e qualidade dos veículos”, destaca Neto.

Sobre o Centelha

O Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Centelha/SE), foi lançado em junho de 2019 com o objetivo de promover o desenvolvimento tecnológico como base para modernização do estado. Ele visa ainda estimular a criação de startups, a partir da geração de novas ideias, disseminando a cultura do empreendedorismo inovador em Sergipe. O investimento total é de R$ 1,2 milhão, sendo R$ 900 mil provindos da Finep, e R$ 300 mil de contrapartida estadual.

“Nós da Fapitec ficamos muito felizes em ver o Programa Centelha se concretizando, crescendo e tomando forma. Os projetos contemplados sem dúvida trarão uma perspectiva muito positiva para a área da inovação em Sergipe”, ressalta Ana Flávia Menezes, que é coordenadora do Programa de Inovação Tecnológica no órgão.

Parceiros

Para o Programa Centelha se tornar realidade em Sergipe, a iniciativa conta com uma série de parceiros que apoiam e dão suporte a realização do programa. São eles: Sedetec, SergipeTec, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Tiradentes (UNIT), Instituto Evaldo Lodi (IEL), Instituto Federal de Sergipe (IFS), Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe (Fanese), Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio/SE), Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação (IPTI), JRabelo Gestão da Inovação, Grupo Rede+, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), AceleraSE, e a Secretaria de Estado da Educação, Esporte e Cultura (Seduc).

Parceiros

Última atualização: 4 de março de 2021 10:43

Acessar o conteúdo