Projetos apoiados pelo Programa Centelha facilitam cotidiano via aplicativos

A conexão entre especialistas e usuários e a sistematização de informações é uma das premissas dos projetos desenvolvidos no âmbito do Programa Centelha.

Abrangendo áreas específicas como saúde, turismo, educação e serviços, o Programa Centelha vem apoiando projetos que visam auxiliar a população na vida cotidiana por meio da tecnologia, incluindo o uso de aplicativos. As ferramentas desenvolvidas com o suporte do projeto, que é conduzido pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação do Estado de Sergipe (Fapitec), oferecem soluções dinâmicas e acessíveis, reunindo funcionalidade e eficácia.

A conexão entre especialistas e usuários e a sistematização de informações é uma das premissas dos projetos desenvolvidos no âmbito do Programa Centelha. É o caso do aplicativo “Sua Saúde na Palma da Mão”, que auxilia pacientes a serem lembrados de fazer ou repetir exames médicos. “O usuário consegue centralizar, armazenar, pesquisar, visualizar, tratar e compartilhar os exames já realizados, e receberá um alerta sobre a necessidade de repetição ou realização de exames”, explica o coordenador da equipe que desenvolveu o projeto, Fellipe Tavares Barreto.

Também centrado na área de saúde, o projeto “Assessoria Veterinária por Mídia Digital” propõe que criadores de animais de todo o Brasil possam contar com atendimento veterinário especializado por meio de uma plataforma online. Lançado em setembro de 2020, o projeto presta assessoria através de especialistas ou juntas veterinárias, de qualquer lugar do Brasil ou do exterior, ao profissional mais próximo ou de confiança do tutor/criador. Com base nas indicações dos profissionais acionados pela plataforma, o veterinário local poderá prestar um atendimento mais preciso nos casos que demandarem maior experiência ou especialização.

As atividades turísticas também são foco de pesquisas e ações do Programa Centelha, sobretudo no momento pós-pandemia. Com o aplicativo “Tô em Sergipe”, o turista que visita o Estado poderá ter acesso a informações detalhadas, desde seu deslocamento, pontos turísticos, bares, restaurantes, hospedagem e eventos. O aplicativo deverá ser disponibilizado de forma gratuita, complementando as ações do trade turístico, órgãos estaduais e municipais. A coleta das informações para a criação do aplicativo acontece nos municípios de Canindé do São Francisco, Poço Redondo e Nossa Senhora da Glória, localizados no Alto Sertão Sergipano.

Para o presidente interino da Fapitec, Ronaldo Guimarães, a contribuição do Centelha para sociedade e o empreendedorismo é enorme. “O Centelha é uma ação que tem como foco central promover a inovação. Quando visualizamos projetos como estes aqui citados, percebemos o quanto ele tem sido positivo para estes empreendedores, e principalmente, para o cenário da inovação em nosso Estado”, completa.

Versatilidade

Outro eixo de trabalho desenvolvido no Centelha é o setor de serviços, com a proposta de vincular empreendedores e clientes e de qualificar os produtos presentes no mercado. Exemplo é o “Beelog”, plataforma de entregas que promete conectar pessoas e empresas através de uma rede de entregadores autônomos treinados. O sistema deve operar com entregas expressas ou agendadas, dispondo de uma versão mobile para acesso de clientes e entregadores e contemplando empresas de pequeno a grande porte, físicas ou virtuais. Além disso, será possível rastrear as entregas em tempo real e também solicitar entregas automatizadas.

Também no segmento de serviços, o projeto “Q-Avalia: mensuração de qualidade e desempenho jornalístico” objetiva permitir que a sociedade faça críticas a conteúdos jornalísticos e apresente direcionamentos às empresas de comunicação, bem como oferecer um canal para que os veículos de mídia se posicionem e retratem. Os comentários serão feitos através de um aplicativo, e a empresa responsável fará o tratamento e encaminhamento dessas informações às empresas de comunicação.

Outro projeto apoiado pelo Programa Centelha, desta vez centrado na área de educação e acessibilidade, é o “Interlibras”. O aplicativo propõe auxiliar pessoas com deficiência auditiva no acesso a diversas línguas de sinais, de diferentes países. A ferramenta deve possibilitar um intercâmbio linguístico-cultural para o usuário, que terá disponível uma série de palavras e situações com suas respectivas traduções para as línguas de sinais cadastradas. O usuário também poderá visualizar um avatar 3D que irá realizar as traduções e reproduzir os gestos em tempo real. A construção do aplicativo é focada em aspectos gráficos, para que a ferramenta se torne intuitiva e acessível àqueles que não compreendem a língua escrita.

Centelha

O Programa Centelha é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A Fundação CERTI é responsável pela operação.

Seminário socializa pesquisas científicas desenvolvidas em escolas de Sergipe

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) , por meio da Superintendência Executiva/ Comissão Integradora de Projetos Educacionais (Ciape) e o Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), em conjunto com a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec-SE), realizou um seminário online para socialização de pesquisas científicas contempladas nos seguintes editais: nº 03/2020 – convênio Fapitec/Seduc, Chamada CNPq/MCTIC No 31/2018 (Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação) e da Chamada CNPq /MCTIC N° 05/2019 (Programa Ciência na Escola), cujas temáticas são inerentes à Educação Básica da Rede Estadual em Sergipe.

O evento ocorreu na quinta-feira, 18, e contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com participação de de integrantes de diversas comunidades escolares do estado de Sergipe, bem como de professores pesquisadores da Seduc, Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Instituto Federal de Sergipe (IFS). A ação teve a finalidade apresentar os projetos contemplados para as comunidades escolares e equipes técnicas das diretorias regionais de educação (DREs), com o objetivo de que fossem socializadas as práticas e as possibilidades de interação nesses espaços.

Na abertura do seminário, o professor José Ricardo de Santana, superintendente executivo da Seduc, fez um breve retrospecto das ações desenvolvidas pela Secretaria de Educação para apoiar os projetos oriundos das escolas, assim como projetos pensados por pesquisadores de outras instituições, mas que tem as escolas da rede pública estadual como lócus de pesquisa.

Ele ainda apontou que os resultados desse trabalho já podem ser percebidos por meio do desempenho de estudantes sergipanos em feiras e eventos científicos, nos envolvimentos com projetos e participação de editais. “A Seduc tem o propósito de atuar como suporte e reconhece o importante trabalho já existente, desenvolvido pelos docentes da rede antes mesmo do início dessas ações por parte da rede”, disse ele, destacando que a Educação Estadual, destinará um montante de aproximadamente R$ 2,6 milhões para o fomento à pesquisa, em parceria com a Fapitec.

Uma das convidadas, a professora Adriana Tonini, diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, fez uma importante argumentação sobre a presença de meninas nas ciências, ressaltando a necessidade de que esse interesse seja provocado nas alunas ainda durante a educação básica. Ela reforçou que há um profícuo diálogo entre o estado de Sergipe e suas diversas instituições com o CNPq e frisou que a parceria com a Seduc, nos programas Meninas na Ciência e Ciência na Escola, “contribui sobremaneira para a promoção do acesso à pesquisa para todos os estudantes da educação básica, sobretudo os menos favorecidos economicamente”.

De acordo com a coordenadora executiva de Apoio e Desenvolvimento de Programas da Fapitec (Proaf/Fapitec), Flávia Angélica, o seminário de avaliação abre espaço para que os pesquisadores possam compartilhar com os outros coordenadores e com a própria Seduc sobre o desenvolvimento dos seus projetos, ações e planejamento. “Essa troca de experiência é de extrema relevância, já que nesse momento os coordenadores podem alinhar seus projetos às demandas reais da Seduc e potencializar seus resultados. A realização de seminários tem previsão no acordo celebrado entre a Fapitec e a Seduc, e tem como objetivo acompanhar de maneira mais próxima a execução de todos os projetos aprovados”, explica.

Participaram ainda da mesa de abertura, o diretor técnico da Fapitec, Ronaldo Botelho Guimarães, o pró-reitor de Pós-Graduação da UFS, Michel dos Santos Soares, o chefe do Departamento de Projetos Acadêmicos do IFS, Adriano Ezequiel Silva e a diretora do Dase, professora Eliane Passos Santana, que destacou as ações de fomento aos projetos das escolas da rede, a exemplo dos recursos oriundos do Programa de Transferência de Recursos Financeiros Diretamente às Escolas Públicas Estaduais do Governo de Sergipe (Profin) para execução de projetos escolares.

Salas

Com a presença dos coordenadores e das equipes dos projetos para a apresentação do objeto, dos objetivos e dos procedimentos metodológicos, o evento contou com sete salas simultâneas, divididas por edital e linhas de pesquisa, nas quais os professores tiveram dez minutos para fazerem a exposição.

As salas temáticas foram as seguintes: Programa Meninas na Ciência; Programa Ciências na Escola – Mediação; Projetos relacionados a Covid-19: medidas de enfrentamento – Mediação; Ciências Humanas e suas tecnologias; Linguagens e suas tecnologias/Matemática e suas tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Na sala que teve como foco os projetos relacionados a Covid-19 do edital nº 03/2020, foram apresentados um total de cinco projetos por professor, cujas pesquisas encontravam-se divididas em diferentes frentes como: medidas de Prevenção, medidas de enfrentamento e medidas de convivência.

De acordo com a coordenadora do Serviço de Projetos Escolares em Direitos Humanos (Sepe), professora Adriane Damascena, havia projetos que estão sendo desenvolvidos (ou ainda serão iniciados) tanto na capital como no interior, “o que traduz uma Rede que conta com profissionais da educação com formação de destaque e que desenvolvem pesquisas em diferentes frentes, revelando que a produção de conhecimento científico não se restringe apenas à Aracaju, mas se dá, também, em outras cidades. Apresentaram pesquisas em três unidades educacionais, com suas equipes pedagógicas, professores e estudantes. Relatos demonstram a incorporação às suas práticas cotidianas das temáticas ligadas à Covid, um caráter atual, e a dinâmica da ação pedagógica na Rede. O edital oportunizou uma amostragem dessas práticas”.

Funcionamento da Fapitec 16 a 21 de março

Informamos que em virtude do novo Decreto Estadual, o expediente presencial na Fapitec se encontra suspenso até o dia 21 de março.

Dúvidas ou informações serão atendidas pelo email presidencia@fapitec.se.gov.br.

Programa Centelha apoia ideia sustentável para tratamento de efluentes

Uma equipe de pesquisadoras da Universidade Federal de Sergipe desenvolveu uma maneira de tratar efluentes, ou seja, dejetos líquidos, resultados de atividades industriais e humanas, como por exemplo o esgoto sanitário, por meio da microalga Chlorella vulgaris. A ideia sustentável voltada para empresas que produzem efluentes tóxicos, é um projeto que tem o apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Programa Centelha, que é operacionalizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec).

O projeto teve início durante o segundo ano do mestrado da engenheira química, Sheila Silva. Atualmente mestre na área, Sheila já estudava o comportamento da microalga em outros meios e decidiu juntar sua pesquisa com a de outra mestranda do seu grupo de estudos, o que resultou no projeto. A iniciativa é um grande ganho para sociedade e para o meio ambiente, pois o processo realizado pela Chlorella vulgaris é totalmente limpo e sem agressão ao meio ambiente, tendo como resíduo a biomassa, que pode ser utilizada para diversos fins.

As pesquisadoras optaram pela microalga por diversos fatores, um deles foi a já citada proximidade e experiência que existia com o microrganismo. Entretanto, de acordo com Sheila, a Chlorella vulgaris possui outras vantagens, como a resistência, inclusive, à contaminação, além de possuir a capacidade de adaptação em diferentes ambientes, permitindo assim seu uso em diferentes atividades.

Ela conta que os tratamentos tradicionais fazem o uso do lodo ativado, que é um combinação de bactérias que podem consumir os poluente orgânicos presentes nos efluentes, contudo, esse consumo acaba alimentando as bactérias que passam a se reproduzir mais rápido, e essa quantidade se torna resíduo desse tratamento, o qual não pode ser descartado no meio ambiente sem os devidos cuidados como a neutralização. “Apesar de com as microalgas termos o aumento da quantidade de biomassa, essa biomassa é totalmente rentável e pode ser utilizada tanto na produção de ração para animais, quanto na produção de energia”, explica a engenheira.

A proposta do projeto é voltada para o Estado de Sergipe, onde serão tratados os esgotos sanitários, o chorume em aterros sanitários e os efluentes de queijarias e matadouros, os quais, por lei, devem baixar a quantidade de carga orgânica antes de serem despejados nos mananciais. Até o momento, o tratamento já foi aplicado no esgoto sanitário da Universidade Federal de Sergipe (UFS), obtendo grandes resultados.

Centelha A mestre em Engenharia Química acredita que o projeto Centelha é de grande importância para o meio acadêmico e contribuiu positivamente com seu projeto. “Dentro das universidade existem muitas ideias e estudos inovadores que podem ser transformados em empreendimentos, mas nem sempre conseguimos ver por esse ângulo, e quando conseguimos, falta a verba e apoio para levarmos as ideias a esse nível. O edital do Centelha surge como incentivador dessas ideias, nos dando a possibilidade de tirá-las do papel”, afirma.

O Programa Centelha é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A Fundação CERTI também integra a parceira, sendo responsável pela operação. Em Sergipe, o Governo do Estado conduz o programa através da Fapitec, que é vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). O propósito do programa é disseminar a cultura empreendedora no Brasil e estimular a criação de empreendimentos inovadores.

Jogo mobile incentiva aprendizagem de programação e robótica entre crianças com auxílio do Programa Centelha

Programa Centelha, desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe, tem o objetivo de estimular a cultura empreendedora e a criação de projetos inovadores no Brasil

O conhecimento em programação e robótica vem se tornando uma habilidade cada vez mais desejável no mercado de trabalho, nos mais diversos segmentos profissionais. Pensando nisso, uma equipe sergipana vem desenvolvendo uma ferramenta que visa proporcionar o primeiro contato com essas atividades para crianças e adolescentes. Trata-se do PIC, um jogo mobile baseado em realidade aumentada com conteúdo divertido e didático. O projeto é apoiado pelo Governo de Sergipe, por meio do Programa Centelha, desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec).

Através do game, o jogador poderá construir um robô a partir de uma base principal e um conjunto básico de sensores, atuadores e peças complementares. Os comandos poderão ser executados em realidade aumentada, criando um ambiente sensorial virtual associado a elementos do mundo real. O jogo também contará com a possibilidade de modelagem de fases que podem ser compartilhadas entre jogadores, além de um espaço de treinamento para olimpíadas de robótica com desafios especializados. A ferramenta incluirá manuais explicativos e fichas de atividades para propiciar a inserção nas escolas e a formação de instrutores.

De acordo com a criadora e diretora executiva do projeto, Stephanie Kamarry Alves de Sousa, um dos principais benefícios do jogo está na democratização do acesso à programação e à robótica. “Comprar um kit Lego, que é um kit de robótica básica, custa em torno de 3 mil reais hoje em dia. Nosso jogo mobile sai muito mais em conta. Além disso, o uso da realidade aumentada proporciona a interatividade, que as crianças tanto gostam e que as motiva em seus desafios, fazendo com que elas aprendam cada vez mais. Será um jogo completo, acessível, divertido e didático para uso em escolas e por clientes individuais”, afirma.

Desenvolvimento

Outro ponto importante é o potencial de projeção da ferramenta, que não tem antecedentes no país e só existe de forma simplificada no âmbito internacional. A proposta se mostra em sintonia com as tendências de mercado, já que a expectativa para o setor global de jogos deve exceder US$ 180 bilhões em receita em 2021. Em se tratando do segmento de aprendizado baseado em games, a estimativa é de US$ 17 bilhões até 2023.

“Jogos como o nosso, conhecidos como serious games, usam a jogabilidade com competição e um sistema de recompensa para incentivar e acompanhar o comportamento e a aprendizagem. Esses jogos geralmente são comprados por escolas, universidades, agências governamentais e empresas para uso em ambientes de aprendizado. No Brasil, não temos concorrentes diretos, pois o segmento de ensino de robótica por realidade aumentada ainda é pouco expressivo”, explica Stephanie, que é pesquisadora e professora de Engenharia Elétrica no Instituto Federal de Sergipe (IFS).

Além de Stephanie, compõem a equipe do projeto o diretor de operação, Phillipe Cardoso, e o diretor de tecnologia, Yago David. Atualmente, o projeto encontra-se na fase do protótipo conceitual. Para o trio, o Programa Centelha permitiu que o projeto superasse a etapa de ideação.

“Para desenvolver esse tipo de projeto é necessário um investimento relativamente alto em equipamentos, além de serviços específicos, como a parte de arte. Com o apoio do Centelha, conseguiremos ter uma primeira versão do game para colocar no mercado e começar a monetizar. O Centelha também vai possibilitar a busca por novos investidores para expandirmos nossa atuação pelo Brasil”, ressalta Stephanie.

Centelha

O Programa Centelha tem o objetivo de estimular a cultura empreendedora e a criação de projetos inovadores no Brasil. Em Sergipe, a iniciativa é operacionalizada pelo Governo do Estado por meio da Fapitec, que é vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). O programa é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A Fundação CERTI, que também faz parte da parceria, é responsável pela operação.

Fapitec divulga resultado preliminar de edital voltado a empresas do ramo de inovação

O Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), divulga nesta terça-feira (26) o resultado preliminar da etapa de avaliação do mérito das propostas submetidas à chamada pública do Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras – Tecnova II (Edital FINEP/FAPITEC/SE Nº 01/2020). Sete projetos foram recomendados como Prioridade 1, sendo selecionados para o recebimento de incentivos entre R$ 100 mil e R$ 300 mil.

Além dos projetos a serem financiados, seis outras propostas foram classificadas como Prioridade 2, sendo recomendadas para execução, porém, não dispondo de incentivo financeiro por conta da limitação de orçamento do edital. O período para apresentação de recursos vai até 05 de fevereiro, com divulgação da lista final prevista para 12 de fevereiro. A contratação dos projetos aprovados deve ocorrer já a partir do mês seguinte à divulgação final dos selecionados.

Entre as 30 propostas submetidas ao edital, 15 foram consideradas aptas para análise da comissão julgadora. Os projetos selecionados apresentam soluções e iniciativas vinculadas a diversas áreas, a exemplo de segurança pública, mobilidade, educação, saúde e bem estar, economia criativa, turismo, Inteligência Artificial (IA), Tecnologia da Informação (TI), entre outras.

Para a coordenadora do Programa de Inovação Tecnológica da Fapitec/SE, Ana Flávia Menezes, este edital demonstra, mais uma vez, o papel da Fundação enquanto instituição fomentadora da inovação tecnológica em Sergipe. “É com grande satisfação que divulgamos a lista preliminar das empresas aprovadas, pois sabemos que o recurso disponibilizado será um divisor de águas para elas. Nosso desejo era que todas as empresas que estão aptas fossem contratadas, mas infelizmente não temos recurso suficiente. De qualquer forma, estamos bastante satisfeitos com o nível do Edital e os resultados obtidos até aqui”, frisa.

Tecnova II

O edital Tecnova II inclui um aporte global de R$ 2 milhões e visa estimular as atividades de inovação e incrementar a competitividade entre empresas no cenário pós-pandemia. A seleção é voltada a empresas brasileiras sediadas em Sergipe, com faturamento anual de até R$ 16 milhões de reais. Além do apoio financeiro, as empresas autoras das propostas selecionadas e contratadas terão acesso ao suporte técnico da Fapitec para auxiliar na execução dos projetos. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/FINEP) é a instituição financiadora do programa.

Fapitec divulga resultado preliminar de edital voltado a empresas do ramo de inovação

O Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), divulga nesta terça-feira (26) o resultado preliminar da etapa de avaliação do mérito das propostas submetidas à chamada pública do Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras – Tecnova II (Edital FINEP/FAPITEC/SE Nº 01/2020). Sete projetos foram recomendados como Prioridade 1, sendo selecionados para o recebimento de incentivos entre R$ 100 mil e R$ 300 mil.

Além dos projetos a serem financiados, seis outras propostas foram classificadas como Prioridade 2, sendo recomendadas para execução, porém, não dispondo de incentivo financeiro por conta da limitação de orçamento do edital. O período para apresentação de recursos vai até 05 de fevereiro, com divulgação da lista final prevista para 12 de fevereiro. A contratação dos projetos aprovados deve ocorrer já a partir do mês seguinte à divulgação final dos selecionados.

Entre as 30 propostas submetidas ao edital, 15 foram consideradas aptas para análise da comissão julgadora. Os projetos selecionados apresentam soluções e iniciativas vinculadas a diversas áreas, a exemplo de segurança pública, mobilidade, educação, saúde e bem estar, economia criativa, turismo, Inteligência Artificial (IA), Tecnologia da Informação (TI), entre outras.

Para a coordenadora do Programa de Inovação Tecnológica da Fapitec/SE, Ana Flávia Menezes, este edital demonstra, mais uma vez, o papel da Fundação enquanto instituição fomentadora da inovação tecnológica em Sergipe. “É com grande satisfação que divulgamos a lista preliminar das empresas aprovadas, pois sabemos que o recurso disponibilizado será um divisor de águas para elas. Nosso desejo era que todas as empresas que estão aptas fossem contratadas, mas infelizmente não temos recurso suficiente. De qualquer forma, estamos bastante satisfeitos com o nível do Edital e os resultados obtidos até aqui”, frisa.

Tecnova II

O edital Tecnova II inclui um aporte global de R$ 2 milhões e visa estimular as atividades de inovação e incrementar a competitividade entre empresas no cenário pós-pandemia. A seleção é voltada a empresas brasileiras sediadas em Sergipe, com faturamento anual de até R$ 16 milhões de reais. Além do apoio financeiro, as empresas autoras das propostas selecionadas e contratadas terão acesso ao suporte técnico da Fapitec para auxiliar na execução dos projetos. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/FINEP) é a instituição financiadora do programa.

Governo de Sergipe destina mais de R$ 16 milhões para Ciência e Tecnologia em 2020

O Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), obteve um saldo positivo em relação ao desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação em 2020. Foram investidos R$ 16.931.324,92 na área de Ciência e Tecnologia, distribuídos em atividades e setores estratégicos.

Vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), a Fapitec vem atuando ao longo dos anos como essencial condutor, indicador e fomentador no processo de articulação de políticas de desenvolvimento científico e tecnológico em Sergipe. Só em 2020, foram concedidas 467 bolsas e 23 auxílios a projetos de pesquisa para políticas públicas em áreas de relevância do estado.

“Em parceria com agências federais, temos financiado os diversos programas e projetos que buscam o desenvolvimento de inovações, qualificação do capital humano e bem-estar social. Não podemos esquecer o papel do setor público, empresarial e industrial, universidades, centros de pesquisa e incubadoras tecnológicas que compõem o sistema local de inovação, visando impulsionar e fortalecer o desenvolvimento científico e tecnológico no estado”, afirma a coordenadora do Programa de Apoio e Fomento à Ciência e Tecnologia (Proaf/Fapitec), Flávia Angélica Santos.

Educação e Pesquisa

O Programa de Bolsas de Iniciação Científica (PBIC) e o Programa de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Áreas Estratégicas (PBITI) foram duas das iniciativas que buscaram despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes de graduação. Nesse sentido, os incentivos proporcionaram aos 100 bolsistas dos dois programas a aprendizagem de técnicas e métodos científicos e tecnológicos, a fim de prepará-los para a pós-graduação e o empreendedorismo.

Outras ações focadas no incentivo à Educação e à Pesquisa foram o Programa de Apoio e Desenvolvimento de Políticas Públicas em Educação para o Estado de Sergipe e o Programa de Projetos Científicos e Tecnológicos na Rede de Educação Estadual. Desenvolvidos em parceria com a Secretaria da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), os dois editais têm como foco a Rede Pública Estadual de Ensino. Envolvendo estudantes a partir do 9º ano do Fundamental até alunos de nível Médio, além de professores pesquisadores, os dois programas buscaram contemplar toda a cadeia de desenvolvimento da escola, pensando desde políticas de base para o ambiente e a comunidade escolar até o estabelecimento de pontes com a carreira científica.

Tecnologia e Inovação

Para além das iniciativas voltadas ao fomento à Educação e à pesquisa científica, a Fapitec também desenvolveu ações ligadas ao incremento das atividades de inovação em Sergipe. Exemplo é o edital do Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras (TECNOVA II), que ofereceu incentivos entre R$ 100 mil e R$ 300 mil destinados à abertura e expansão de projetos de inovação, com valor global de R$ 2 milhões. Além do apoio financeiro, as empresas autoras das propostas selecionadas e contratadas tiveram acesso ao suporte técnico da Fapitec, como forma de estímulo à competitividade e à retomada econômica.

Também em 2020, a área de inovação e tecnologia recebeu suporte da Fapitec por meio da assinatura dos contratos do Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Centelha). Selecionados e aprovados no ano anterior, os 23 projetos contratados pelo Centelha propõem soluções criativas e inovadoras em áreas como meio ambiente, saúde, turismo, jornalismo e logística, entre outras. Já em fase de estudo e execução, as propostas devem ganhar ainda mais fôlego e projeção no momento pós-pandemia.

“A Fapitec consegue apoiar desde o aluno de Ensino Médio até o pesquisador de pós-doutorado, além do empreendedor, demonstrando seu papel fundamental no incentivo à inovação científica e tecnológica”, conclui Flávia Angélica.

Educação e Fapitec realizam encontro on line sobre projetos de pesquisa

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), realizou na quarta-feira(13), por meio do Google Meet, uma reunião online com os professores contemplados no edital 03/2020 referente ao Programa de Projetos Científicos e Tecnológicos na Rede de Educação Estadual, com bolsas remuneradas para professores e estudantes.

A parceria firmada entre a Seduc e a Fapitec propõe possibilitar a participação de alunos do Ensino Médio e do 9º do Ensino Fundamental em atividades de pesquisa científica e tecnológica, orientada por professor pesquisador qualificado, em unidades escolares da Rede Pública Estadual de Sergipe; despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes a partir do 9º ano do ensino fundamental, ensino médio e profissional da Rede Pública Estadual de Sergipe; e viabilizar o desenvolvimento de projetos de pesquisa e difusão científica com ênfase na metodologia STEAM (Science, Technology, Engineering Arts and Mathematics) em instituições de ensino da Rede Pública Estadual de Sergipe.

Para o superintendente da Seduc, professor José Ricardo de Santana, a finalidade do encontro é apoiar os professores na realização de projetos. “A perspectiva é dar autonomia ao professor para utilizar o recurso nos projetos que serão desenvolvidos nas escolas juntamente com os alunos”, ressaltou.

O encontro online foi mediado por Danielle Virginie, coordenadora do Serviço de Apoio ao Desenvolvimento Estudantil da Seduc (Seades). Na oportunidade, a professora Stefani Dias, representando a Fapitec, instruiu os professores contemplados no que tange às dúvidas sobre questões burocráticas, como envio de documentos, aquisição de equipamentos, prestação de contas etc.

Segundo Eliane Passos, diretora do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), professores contemplados em editais dessa natureza poderão contar com um curso de formação que está sendo estruturado pela equipe do Dase. O objetivo é prepará-los na elaboração e condução de projetos a serem aplicados nas unidades educacionais. “Já fazem parte do planejamento do Dase ações de incentivo à elaboração de projetos nas escolas. Nós estruturamos uma formação na perspectiva de preparar os professores para a construção de projetos”, disse, destacando a pesquisa científica como parte fundamental para o estabelecimento do ensino híbrido no contexto de pandemia do novo coronavírus.

Ao todo, 42 projetos foram aprovados no edital, com bolsas de R$ 1.000,00 para custear o desenvolvimento e despesas que o envolvem, totalizando 37 professores na função de professor/a orientador/a, além de 42 estudantes que receberão uma bolsa de Iniciação Científica Júnior da Seduc (IC Jr/Seduc) no valor de R$ 100,00 por mês. As linhas temáticas apoiadas foram divididas em Linha A: Projetos científicos e Tecnológicos por áreas de conhecimento (Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas, e suas Tecnologias, Formação Técnica e Profissional); e Linha B: Projetos relacionados à covid-19 (Medidas de Prevenção, Medidas de Enfrentamento, Medidas de Convivência).

Ex-bolsista Fapitec conquista 1º lugar em premiação nacional

A dissertação da pesquisadora Raquel Gonçalves da Silva de Araújo Fernandes conquistou o 1º lugar na premiação organizada pela Associação Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ANCIB), na categoria Mestrado Profissional. Raquel é egressa do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e ex-bolsista da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec).

Intitulado “O estímulo à leitura em bibliotecas prisionais através do desenvolvimento de dinâmicas culturais”, o trabalho foi orientado pela professora doutora Germana Gonçalves de Araújo. Trabalhando com internas do Presídio Feminino (PREFEM), localizado em Nossa Senhora do Socorro, a pesquisadora desenvolveu atividades ligadas ao fortalecimento de temáticas como feminismo, maternidade e violência contra mulheres.

“A premiação demonstra como as bibliotecas podem contribuir de forma positiva para a vida de pessoas em privação de liberdade, funcionando como fonte informacional e certa forma de libertação. No caso de um presídio feminino, onde muitas mulheres acabam chegando por influência dos companheiros e existe um isolamento ainda maior em relação às famílias, os livros servem como amigos em momentos difíceis”, afirma Raquel.

Para desenvolver o projeto, a pesquisadora articulou atividades variadas, apresentando um clube de leitura e dinâmicas culturais. “O clube de leitura propõe que a interna frequente a biblioteca e entenda que ela não é apenas um arquivo de bibliografias, mas um ambiente de geração de conhecimento. Já a parte da dinâmica cultural envolve filmes, leituras, debates e produção de cartazes, trazendo à superfície temas que foram selecionados em diálogo com as próprias internas”, explica a orientadora Germana Araújo.

Devolutiva social

Mesmo após a conclusão da pesquisa, o projeto de Raquel vem garantindo sua continuidade através de uma agente prisional designada para essa finalidade. Para Germana, os benefícios gerados vão além do apoio às internas e ao presídio. “O projeto trata de um campo ainda pouco desenvolvido nas universidades, que é a biblioteconomia social. Raquel inaugura um projeto desse segmento para o PPGCI/UFS, que pode fazer com que outros alunos e professores entendam que, como universidade pública e gratuita, é compromisso nosso fornecer uma devolutiva social”, salienta.

Raquel destaca a importância do apoio da Fapitec para o desenvolvimento do projeto. “A Fapitec foi essencial, pois como o presídio fica em outra cidade, precisei me deslocar duas vezes por semana até lá. Além disso, promovemos lanches, premiações, compra de livros e itens para a biblioteca. A bolsa foi imprescindível e fez total diferença para o grau de entrega e responsabilidade que tivemos”, detalha.

A coordenadora do PPGCI/UFS, Martha Suzana Cabral Nunes, enfatiza a relevância da conquista. “O prêmio representa o reconhecimento da excelência dos trabalhos e pesquisas desenvolvidos pelos egressos e orientadores do Programa, contribuindo para o desenvolvimento científico, econômico, social, educacional, tecnológico e cultural de Sergipe. Foi nossa primeira participação no prêmio da ANCIB e já fomos agraciados com o prêmio. Nesse sentido, a concessão da bolsa para Raquel foi um diferencial, e a Fapitec tem sido uma instituição que historicamente apoia a expansão e consolidação dos cursos de mestrado e doutorado na UFS”, comenta.

Parceiros

Última atualização: 4 de março de 2021 09:17

Acessar o conteúdo