Fapitec divulga resultado de edital para pesquisas com atuação no ITPS

Edital abrange estudos nas linhas de pesquisa de Meio Ambiente e Recursos Hídricos

Nesta quarta-feira (8), a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) divulga o resultado do Edital Fapitec/SE/Funtec N° 02/2021, que oferta bolsas para doutores em projetos centrados em instituições públicas de pesquisa de Sergipe. A chamada é destinada a profissionais da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), com atuação vinculada ao Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS).

Foram selecionadas solicitações de bolsa nas linhas de pesquisa em Meio Ambiente (Linha 1) e Recursos Hídricos (Linha 2). O valor total do edital, de R$ 320 mil, oferece suporte financeiro através de Bolsa Estadual de Desenvolvimento Tecnológico Regional (DTR), através de recursos provenientes do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec), sob gestão da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

O edital inclui recursos de auxílio à pesquisa no valor de até R$ 20 mil para aquisição de equipamentos, materiais bibliográficos e de consumo, e recurso para participação em eventos. A concessão da bolsa tem vigência garantida pelo prazo máximo de 24 meses. Entre as vertentes de estudo inclusas na chamada pública, está o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à presença de agrotóxicos em água e alimentos. A análise da presença de compostos orgânicos em água e a avaliação da qualidade dos mananciais sergipanos também estão contempladas no escopo do edital.

A contratação dos projetos aprovados está prevista para o mês de outubro. O resultado final da seleção pode ser conferido no site da Fapitec, no link https://fapitec.se.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/RESULTADO-FINAL-Ed.-02-2021-FAPITEC-ITPS.pdf. 

Automação é foco de projeto apoiado pelo Governo do Estado

Empresa subsidiada pela Fapitec via edital Tecnova II visa desenvolver aplicativo multilíngue

Mais uma empresa sergipana está se destacando com o auxílio do Governo do Estado, por meio do edital do Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras (Tecnova II). Através do projeto IoT Arduino Projects, a Fabtech & Serviços pretende desenvolver um aplicativo multilíngue para smartphone, para auxiliar no desenvolvimento de projetos de automação industrial e/ou residencial.

O coordenador do projeto, Fábio Sobreira, explica seu objetivo. “Diversas empresas, produtores ou residências apresentam a necessidade de automatizar alguma parte do seu processo ou da sua empresa/residência. Com isso, nossa ideia é auxiliar nos projetos de automação, seja ela industrial ou residencial. A inovação facilitará a utilização da plataforma Arduino, com a demonstração dos projetos que poderão ser utilizados no incremento dos negócios da empresa”, afirma.

Arduino é uma placa de prototipagem eletrônica de código aberto, que inclui hardware e software livre. Ela visa oferecer ferramentas adaptáveis e de baixo custo para a criação de projetos interativos de diversas ordens. A partir disso, a placa pode servir tanto para o desenvolvimento de projetos interativos como para ser conectada a outro computador.

Edital

O Tecnova II é um edital coordenado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec). Assim como outros projetos contemplados pelo edital, o IoT Arduino Projects receberá um valor de aproximadamente R$ 300 mil como forma de incentivo para a sua realização. O edital possui um aporte global de R$ 2 milhões.

Fábio Sobreira destaca que o Tecnova é “uma excelente oportunidade para as empresas realizarem projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos em prol da sociedade, com apoio financeiro do Governo”. “Espero que o Tecnova seja renovado para que novos projetos sejam desenvolvidos”, completa o coordenador.

Para o diretor-presidente da Fapitec, Ronaldo Guimarães, projetos como o IoT Arduino conectam-se com o propósito do Governo de Sergipe e da Fundação de apoiar iniciativas que proponham a inovação como chave para a qualidade de vida. “A automação é um processo inovador, que traz dinamismo e celeridade ao cotidiano. Esses valores são indispensáveis ao escopo do edital Tecnova II, através do qual temos oferecido suporte a este e outros diversos projetos com valor agregado bastante significativo”, destaca o presidente.

Fapitec prorroga período de inscrições para seleção de componentes para Câmaras de Assessoramento Técnico

Propostas podem ser enviadas até o dia 14 de setembro

A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) prorrogou a data limite para inscrição da seleção de componentes para a composição das Câmaras de Assessoramento Técnica (CATs) da entidade. Agora os candidatos podem enviar as propostas até o dia 14 de setembro.

Os interessados devem enviar suas propostas de forma individual e por meio eletrônico, através do gerenciador eletrônico de documentos e processos (E-DOC). Os critérios de elegibilidade, bem como os requisitos do projeto, encontram-se na versão completa do edital, disponível em: https://fapitec.se.gov.br/editais-abertos/. No mesmo link pode ser consultado, também, o termo aditivo ao edital.

Após o encerramento do período de inscrição, a fundação irá divulgar a relação dos classificados para a eleição das CATs a partir do dia 30 de setembro, por meio da página eletrônica da Fapitec. O resultado final está previsto para o dia 27 de outubro. 

A finalidade das Câmaras será apoiar a Fundação em assuntos inerentes ao Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Estado, tendo um caráter consultivo. Elas serão distribuídas de acordo com as seguintes áreas de conhecimento e inovação: Ciências Exatas e da Terra (CCET), Ciências Biológicas (CCB), Engenharias e Computação (CEC), Ciências da Saúde (CCS), Ciências Agrárias (CCA), Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes (CCH) e Extensão, Tecnologia e Inovação (CETI). Cada uma das Câmaras será formada por seis assessores, sendo três membros titulares e três suplentes.

O edital dispõe de aporte financeiro geral no valor de R$ 48 mil reais, destinados ao custeio de atividades de pesquisa. O valor é oriundo do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec), sob gestão da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

Empresa criada com apoio do Governo do Estado é aprovada no maior acelerador de startups do mundo

Levando as raízes sergipanas e brasileiras cada vez mais longe, o projeto Receitas de Origem foi aprovado no programa de aceleração do Founder Institute, considerado o maior lançador de startups em todo o mundo. Presente em mais de 65 países, o Founder propõe processos de mentoria, avaliação e desenvolvimento de negócios para empreendedores de alto impacto, e contempla, em 2021, a empresa Dons do Brasil, responsável pelo projeto que foi um dos aprovados pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), no âmbito do Programa Centelha.

A fundadora da startup, Aline Marianne, explica sobre os avanços já conquistados no processo de aceleração, frisando que um deles resultou na transformação do nome para ampliação do escopo do projeto. “Formatamos nossa proposta de valor e, com isso, nos transformamos de Receitas de Origem para Dons do Brasil. A ideia de trazer a riqueza dos dons do brasileiro como valor e marca única, singular vetor de transformação comunitária, social e econômica, está inclusa nas transformações conceituais que estamos implementando”, resume, destacando o potencial de crescimento do projeto já apontado pelos mentores do Founder Institute.

A fundadora explica que o processo de formação e aceleração conduzido pela entidade global tem duração de 12 semanas, durante as quais cada projeto passa por diversas arguições e etapas de incremento. O programa segue a metodologia utilizada na região estadunidense do Vale do Silício, incluindo elaboração e aperfeiçoamento dos modelos de estruturação, visão, propósito, branding e receita, entre outros.

“Em meu primeiro pitch no Founder, foi uma forma de validação mostrar que o projeto tinha sido aprovado no Centelha, que tem um grande respeito nacional e me dá subsídios de valorização. É um cartão de visitas muito importante, um programa que precisa ser muito estimulado e valorizado. Tenho certeza de que foi um caminho muito acertado começar pelo Centelha, caminhar com ele e agora estar no Founder. Agradeço à Fapitec, porque o Receitas de Origem e o Dons do Brasil são um projeto que assume não só um estado ou uma região, mas que pode alcançar muito mais”, afirma Aline.

Valorização

Ao longo do programa, os projetos são submetidos a mentores e investidores e precisam ser bem avaliados para prosseguir no processo. Em média, cerca de 35% dos participantes conclui a formação, que já ajudou a lançar mais de quatro mil startups no decorrer de seus mais de 10 anos de atividade. Aline Marianne salienta que, na primeira rodada de pitchs do programa, sua proposta foi a única a alcançar nota máxima entre os empreendedores do Founder Institute Nordeste. Além de ser selecionada para o grupo Nordeste, a empresa também foi contemplada para o grupo São Paulo. “Por uma questão de origem, desejei seguir no Nordeste, como forma de valorizar nosso ecossistema”, pontua.

Para o diretor-presidente da Fapitec, Ronaldo Guimarães, a aprovação do projeto Dons do Brasil pelo Founder Institute reafirma a coerência das propostas apoiadas pelo Programa Centelha. “Não temos dúvidas de que os empreendimentos que recebem o suporte do Centelha são de alta qualidade, e o reconhecimento de uma instituição global como o Founder só vem reforçar essa certeza. Nossa perspectiva é de que cada vez mais projetos contemplados pelo Programa e demais editais da Fapitec encontrem esse mesmo nível de alcance, como merecido”, enfatiza.

O projeto

O Dons do Brasil é uma nova plataforma de comunicação e marketplace social, especializada na diversidade brasileira, que pretende projetar empreendedores que produzem bens e serviços locais. A proposta se baseia no mapeamento, fomento e circulação de produtos e personagens de diversas localidades brasileiras que tenham o fazer local como símbolo e que identifiquem o saber geracional de seu povo, através da culinária, dos sabores regionais, da indicação geográfica e das marcas coletivas. Tudo foi desenvolvido com base nos relatos, pesquisas e necessidades apontadas pelos próprios empreendedores sobre como comunicar, posicionar, promover a inclusão digital, a venda e a circulação de produtos, produtores e regiões.

Projetos apoiados pelo Estado oferecem soluções focadas na preservação do meio ambiente

Projetos desenvolvidos por meio do Centelha inovam com métodos de despoluição de águas, plástico biodegradável e utilização de microalgas para absorção de gás carbônico proveniente de processos industriais

Quando foi lançado, em junho de 2019, o foco central do Programa Centelha era estimular a cultura empreendedora e a criação de projetos inovadores, por meio de temáticas diversas. A iniciativa, operacionalizada pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e a Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), atraiu empreendedores de diversas áreas, e hoje já é possível colher os resultados de alguns dos projetos que se materializaram por meio do Programa.

A preservação do meio ambiente foi uma das temáticas que atraiu bastante ideias e algumas delas, após aprovadas e desenvolvidas, trazem boas perspectivas para a área. Entre os projetos desenvolvidos destaca-se o Aqualuffa, que aborda a despoluição de águas como tentativa de reduzir o impacto ambiental gerado por águas oleosas oriundas de esgoto doméstico, postos de combustível, lava-jatos e derramamento de petróleos leves e derivados.

O método utilizado absorve o óleo contaminante e promove a sua fotodegradação, por meio de um material de baixo custo e sem uso de agentes químicos adicionais, além de ser ambientalmente correto. “Outro benefício deste projeto é que promovemos a formação de recursos humanos especializados no Nordeste e, em especial, em Sergipe”, explica o responsável, Denisson Santos.

A criação de um plástico biodegradável foi o foco do projeto da pesquisadora Eduarda Bezerra, que desenvolve um produto chamado Polihidroxibutirato (PHB), um plástico gerado por microorganismos encontrados em vários substratos de carbono e que tem biodegradabilidade de poucos dias. Através desta iniciativa, as empresas terão acesso a processos mais econômicos, pois o PHB é de baixo custo e ainda é um resíduo que não agride o meio ambiente, contribuindo para a sustentabilidade do planeta.

“O plástico produzido a partir do PHB se transforma em produtos que se assemelham aos que são fabricados em plásticos de origem petroquímica, podendo ser utilizado na composição de vários objetos, entre eles, embalagens de comida, produtos estéticos e outros materiais. Também serve para confecção de fibras, redes de pesca e utensílios descartáveis, como copos, pratos, sacolas, entre outros”, completa Eduarda Bezerra.

Segundo o diretor presidente da Fapitec, Ronaldo Guimarães, os projetos desenvolvidos no Centelha seguem dando resultados muito positivos em Sergipe. “O Centelha, sem dúvidas, foi um edital inovador e que despertou nos sergipanos ideias muito interessantes em todas as áreas em que tivemos aprovados. As propostas que abordam o meio ambiente, em especial, trouxeram ideias muito importantes para a área”, pontua.

Tratamento de poluentes

Outra iniciativa com suporte do Centelha na temática ambiental utiliza microalgas para absorver da atmosfera o gás carbônico (CO2) proveniente de processos industriais. “No caso de alguma indústria que produz CO2, podemos canalizar uma tubulação para onde as microalgas estão crescendo, de modo que o gás carbônico não seja liberado na atmosfera, causando danos ambientais. É o que chamamos de sequestro de CO2”, afirma Rogério Luz Pagano, doutor em Engenharia Química e professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Sergipe (DEQ/UFS), que integra a equipe do projeto. Ele completa que o Programa Centelha serviu como um catalisador para criar a empresa.

As microalgas também estão presentes em outro projeto apoiado pelo Centelha, que trata efluentes de atividades industriais e humanas. Por meio da microalga Chlorella vulgaris, uma equipe de pesquisadores da UFS desenvolveu um processo totalmente limpo para tratar os esgotos sanitários, o chorume em aterros sanitários e os efluentes de queijarias e matadouros, os quais, por lei, devem baixar a quantidade de carga orgânica antes de ser despejados nos mananciais. O tratamento já foi aplicado no esgoto sanitário da UFS, obtendo grandes resultados.

O resultado do processo gera biomassa, que pode ser utilizada para diversos fins. “Apesar de com as microalgas termos o aumento da quantidade de biomassa, essa biomassa é totalmente rentável e pode ser utilizada tanto na produção de ração para animais, quanto na produção de energia”, explica a engenheira Sheila Silva, responsável pelo projeto.

Projeto focado no ensino da filosofia será lançado nesta quinta, 22

Ação conta com apoio do Governo do Estado, por meio do Programa de Apoio e Desenvolvimento de Políticas Públicas em Educação

Com o objetivo de analisar e propor políticas públicas voltadas para o fortalecimento do ensino de Filosofia nas escolas públicas estaduais de Sergipe será lançado nesta quinta-feira (22), o Observatório do Ensino de Filosofia de Sergipe. O evento acontecerá de forma remota, no canal do professor Christian Lindberg, no YouTube, a partir das 19h, e promoverá um debate para celebrar o lançamento.

O debate irá girar em torno do tema: “O ensino de Filosofia no pós-BNCC: e agora?”, e contará com as presenças das professoras Lara Sayão, vice-coordenadora do GT Filosofar e ensinar a filosofar, da ANPOF, e Erica Frau, que é redatora da BNCC no estado de São Paulo.

O Observatório do Ensino de Filosofia de Sergipe é uma parceria da Universidade Federal de Sergipe (UFS), através do Departamento de Filosofia, com a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), e financiamento da Fundação de Apoio a Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec), por meio do edital do Programa de Apoio e Desenvolvimento de Políticas Públicas em Educação para o Estado de Sergipe.

Para participar do evento basta é necessário se inscrever por meio do link: https://www.sigaa.ufs.br/sigaa/public/extensao/consulta_extensao.jsf. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail ensinodefilosofiaufs@gmail.com.

Foto: Ascom/Seduc

Funcionamento da Fapitec

Informamos que em virtude do novo Decreto Estadual, o expediente presencial na Fapitec se encontra suspenso até o dia 22 de abril.

Dúvidas ou informações serão atendidas pelo email presidencia@fapitec.se.gov.br.

Fapitec firma contrato com empresas contempladas no Tecnova II

Dando continuidade ao Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras (Tecnova II), o Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) firmou, nesta semana, contrato com as empresas que foram aprovadas no Edital. Nos próximos dias, os projetos começam a receber os recursos para iniciar os trabalhos.

Os contemplados receberão valores entre R$ 100 mil e R$ 300 mil, pagos em quatro parcelas, e servirão como incentivo para abertura ou expansão dos negócios. De acordo com o diretor presidente da Fapitec, Ronaldo Guimarães, o edital cumpre seu cronograma conforme previsto. “Iniciamos o pagamento da primeira parcela dois meses depois da divulgação do resultado final, para que as empresas comecem a desenvolver seus trabalhos dentro do cronograma. Sem dúvidas, o Tecnova II será mais um edital que contribuirá consideravelmente com o empreendedorismo e a inovação em Sergipe”, pontua.

Contemplado pela iniciativa, o projeto “SOS Maria da Penha”, visa contribuir para uma resposta rápida dos órgãos de defesa em casos de violência contra a mulher. Segundo Rogério Souza, responsável pelo projeto, a primeira parte dos recursos serão utilizados para a compra dos equipamentos necessários para execução, e para o pagamento da folha dos profissionais alocados, com base no plano de trabalho. O mesmo será feito pelo Projeto Ciclope, também contemplado pelo edital, que utilizará a verba para a contratação dos estagiários e para a compra dos equipamentos.

Rogério Souza conta que um dos primeiros passos será a realização de uma reunião com o time de talentos selecionados para se dedicar ao projeto, e que será feita uma divisão de tarefas a serem executadas por cada um deles durante a primeira janela de execução do trabalho, que é de três meses. “Sem os recursos do edital não conseguiríamos que esse projeto saísse do papel, seria só mais uma ideia. Uma grande equipe ficará alocada full time no projeto e equipamentos necessários para a execução poderão ser viabilizados”, comemora.

Proposta aprovada no Programa Centelha desenvolve simulador marítimo

O projeto prevê também formação de mão de obra qualificada para setor de petróleo e gás

Imagine poder localizar vazamentos hidráulicos e fazer inspeção visual de equipamentos marítimos com o auxílio da tecnologia. É exatamente isso que a startup sergipana Osh Tecnology está propondo com o projeto Aquarium 1.0, um simulador com ambientes realísticos de operações com ROV (Veículo Remotamente Operado).

A ideia surgiu da necessidade de capacitação de profissionais para a crescente demanda do mercado offshore, principalmente na exploração de petróleo em águas profundas. A iniciativa objetiva realizar treinamento de pessoal para operar robôs marítimos e auxiliar na tomada de decisão dentro das operações ROV. O simulador está sendo desenvolvido com tecnologias de georreferenciamento, navegação robótica e modelos hidrodinâmicos.

A proposta é destinada para empresas que estarão no futuro da robótica subaquática. Atuando nas profundezas, ele consegue localizar irregularidades para que a empresa saiba o que precisa ser reparado, além de apontar vazamentos, evitar poluição e permitir a limpeza com agilidade das áreas poluídas.

O projeto foi um dos aprovados no Programa Centelha, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e a Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec/SE), ação que estimula a criação de startups com novas ideias e amplia o empreendedorismo inovador em Sergipe. Os participantes viram no programa a oportunidade para se tornarem empreendedores e assim foram motivados.

No caso do Aquarium 1.0, os aspectos inovadores estão ligados à redução de material e equipamento para submeter as simulações de ROV, melhoramento na didática de aula e o baixo custo. Para os idealizadores do projeto, com o simulador, será possível aumentar a competitividade operacional e criar novas oportunidades de formação de mão de obra qualificada para o setor de petróleo e gás.

Aplicação e Funcionalidades

Dentre as principais aplicabilidades do simulador está o auxílio na localização de vazamentos hidráulicos, operações de fechamento e abertura de válvulas manuais; a observação e inspeção visual de equipamentos e do leito submarino e a supervisão de operações.

O simulador possui modelo hidrodinâmico, que se aproxima da realidade, facilitando a tomada de decisão por parte da empresa, além de sistema de controle de profundidade e orientação em ambiente marinho e robô virtual.

Centelha

O Programa Centelha foi lançado em junho de 2019, com o objetivo de promover o desenvolvimento tecnológico como base para a modernização do estado. A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceira com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI, que é responsável pela operação.

Governo de Sergipe estimula iniciação científica com 44 projetos a serem desenvolvidos em escolas públicas

Projetos foram contemplados em edital com bolsas remuneradas para estudantes e professores

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), selecionou 44 projetos científicos a serem desenvolvidos nas escolas da Rede Pública Estadual de Educação em 2021. As iniciativas foram contempladas por meio do edital n°3/2020, referente ao Programa de Projetos Científicos e Tecnológicos na Rede de Educação Estadual com bolsas remuneradas para professores e estudantes.

Os recursos disponibilizados neste primeiro edital totalizam um montante de R$ 220 mil reais, oriundos do Governo do Estado, por meio da Seduc, e serão distribuídos em auxílios, no valor de R$ 1.000,00 (mil reais) por proposta aprovada, com o objetivo de auxiliar o desenvolvimento e despesas administrativas do projeto, que terá duração máxima de até 12 meses. Além disso, serão oferecidas uma bolsa de Iniciação Científica Júnior da Seduc (IC Jr/SEDUC), por projeto aprovado, no valor de R$ 100,00/mês pelo período de até 12 meses.

De acordo com o professor José Ricardo de Santana, superintendente executivo da Seduc, os resultados dessa parceria já podem ser percebidos por meio do desempenho de estudantes sergipanos em feiras e eventos científicos, nos envolvimentos de professores com projetos e participação de editais. “A Seduc tem o propósito de atuar como suporte e reconhece o importante trabalho já existente, desenvolvido pelos docentes da rede, antes mesmo do início dessas ações por parte da rede”, disse.

Os temas apresentados pelas escolas promovem assuntos diversos, como os títulos “Celebrando-me: Descolonizando saberes no Colégio Estadual Sílvio Romero”; “Quantificando o desperdício de alimentos para conscientizar e reaproveitar os restos de alimentos na horta escolar”; “Quando o saber científico passa pelas mãos”; “: MusiTec: uma proposta de ensino de produção e difusão audiovisual caseira para músicos.”; “Arqueológicos como Ferramenta Pedagógica no Ensino de História e Geografia” e outros.

Para Ronaldo Guimarães, presidente interino da Fapitec, a parceria entre a Seduc e A Fundação no lançamento dessas chamadas é de grande importância para o Estado de Sergipe, pois através das pesquisas selecionadas é possível estimular, cada vez mais, os jovens a desenvolver a ciência, além de proporcionar a melhoria da Rede de Ensino Público no Estado. “A Fapitec parabeniza a Seduc pela ação e como agência fomentadora de Ciência, Tecnologia e Inovação se coloca a disposição para sempre somar em ações como esta”, pontuou.

Prática

Um desses projetos será coordenado pelo professor Danilo Oliveira Santos, e desenvolvido com os bolsistas Ana Beatriz Barreto, Diogo Santos Lisboa e Iasmin dos Santos Góis, do Centro de Excelência Abdias Bezerra, localizado no município de Ribeirópolis. Intitulado “Produção de bioplástico para aplicação na agricultura”, o estudo se debruça em investigar e refletir sobre atividades e atitudes desfavoráveis ao meio ambiente, bem como buscar soluções através da produção de materiais com propriedades específicas para a agricultura.

“O plástico é um material muito utilizado pela nossa sociedade. Há uma busca na comunidade científica por materiais que sejam biodegradáveis, que poluem menos o meio ambiente. E nessa pesquisa, a gente pretende trabalhar com a produção de um bioplástico, ou seja, um plástico produzido a partir de resíduos da agricultura”, explicou o professor Danilo.

Na empreitada, os jovens estudantes já estão em fase de pesquisa para identificar no município onde residem qual ou quais resíduos da agricultura são descartados na região que podem ser utilizados para a produção do bioplástico. “Nós vamos utilizar cascas de alimentos. Aquele material que era um resíduo, que seria descartado pela comunidade, nós vamos utilizar para a produção desse bioplástico. Com todos os parâmetros definidos de síntese desse bioplástico, nós vamos tentar produzir alguns materiais, como tubetes, que são recipientes para mudas de plantas. Ao invés de utilizar aqueles sacos de plástico pretos, vamos usar um bioplástico que não vai contaminar o solo”, concluiu o professor.

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Última atualização: 13 de maio de 2021 08:22

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