Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral promove fusão entre pesquisa e arte em feira escolar

O evento contou com uma ampla participação e recebeu visitas de diversas escolas da comunidade, representantes de instituições educacionais e responsáveis pelos alunos

O Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral, em Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju, foi palco nesta quarta-feira, 29, de uma extraordinária fusão entre pesquisa científica e expressões artísticas, fruto de duas propostas provenientes dos editais da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) na categoria Feiras Escolares. A ‘Feira Escolar Jonas do Amaral: Identidades e Olhares Plurais/Intervenções artísticas’ foi dividida em duas categorias: apresentações de trabalhos de pesquisas em stands e exposição e mediação de trabalhos artísticos.

Os trabalhos de pesquisas apresentados nos stands, vinculados à proposta ‘Jonas Amaral: Identidades e Olhares Plurais’ surgiram da necessidade de investigar as origens do Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral, quando esta unidade escolar ainda era denominada Colégio Estadual Professor Nilson Socorro. Nesse âmbito, ocorreram alguns questionamentos: o que era a instituição Nilson Socorro e o que é o Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral?

Desse modo, com foco no histórico da comunidade escolar, foi imprescindível conhecer os contextos histórico-cultural, geográfico, sócio-econômico, bem como dados populacionais e de sustentabilidade, focados no período de sua fundação, uma vez que a instituição escolar desenhou ações pedagógicas em consonância com aspectos dessa natureza. Em suma, as pesquisas percorreram trajetórias investigativas, no âmbito de analisar identidades plurais dos estudantes do CEDJA e a memória da instituição escolar. Os resultados foram possíveis graças ao trabalho de iniciação de pesquisa científica que ocorreu de maneira interdisciplinar.

Já a proposta de intervenções artísticas surgiu como alternativa para fomentar reflexões pautadas no pertencimento e cuidado com o patrimônio escolar. Para isso, os alunos foram motivados a coletar e divulgar os dados relacionados à comunidade escolar e às origens da escola, de forma que atribuíssem relações imagéticas dos aspectos pesquisados.

O acompanhamento de resultados das etapas de construções de textos e criações artísticas das 15 turmas de Ensino Médio do CEDJA, sendo sete turmas da 1ª série, cinco turmas da 2ª série e três turmas da 3ª série, deram respaldo às duas etapas posteriores. A primeira foi constituída pela concepção de composições distribuídas em sete espaços da escola, articulando desenhos, pinturas, simbologias, textos, gravuras, colagens e palavras-chave); oficinas, rodas de conversas; intervenções artísticas (produção artística, registros de fotos, anotações do passo a passo); e a segunda pela exposição e apresentação das concepções artísticas durante a Feira Escolar.

De acordo com a coordenadora da Feira, professora Cristiane Cardoso Barbosa Alves, ao longo do dia as abordagens cativaram os visitantes, explorando desde a transformação da escola ao longo dos anos até a colaboração interdisciplinar entre professores  orientadores. “A Feira contou com uma ampla participação, recebendo visitas de diversas escolas da comunidade, representantes de instituições educacionais e responsáveis pelos alunos. Destacou-se a presença de ex-alunos, evidenciando o impacto duradouro dessas iniciativas”, enfatiza.

A professora também comenta sobre a transformação percebida na escola e a compreensão aprimorada dos alunos sobre as características da comunidade. “O trabalho interdisciplinar revelou-se positivo, promovendo uma experiência enriquecedora para todos os envolvidos”, acrescenta.

A Feira Escolar no Jonas Amaral não apenas celebrou a pesquisa e as artes como também consolidou um espaço para identidades e olhares plurais, enriquecendo a comunidade escolar com reflexões e expressões singulares. O evento evidenciou o potencial transformador da educação quando aliada à criatividade e à pesquisa, proporcionando um ambiente propício ao desenvolvimento integral dos alunos.

Fizeram parte da equipe organizadora do evento a professora Cristiane Cardoso Barbosa Alves (coordenação e orientação), o professor Wendel Salvador (co-orientação) e as alunas bolsistas Aldry Morais de Oliveira,  Letycia Ribeiro Dias, Isabella Leite Carmo Menezes, Sara Vitória Alves Rodrigues, Luana Vitória Ramalho Sousa, Edlaine Silva Santos e Kemilly da Silva Rezende. 

Fapitec/SE e Seduc lançam editais voltados para Iniciação Científica Júnior

Fruto da parceria com a Seduc, investimento ultrapassa a marca de R$1 milhão na educação sergipana

Na busca por fomentar o cenário educacional da Rede Pública Estadual de Ensino do Estado de Sergipe, a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica  (Fapitec/SE), e a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc) lançaram nesta semana dois editais para bolsas de Iniciação Científica Júnior (IC Jr/Seduc): o Programa de Apoio a Projetos de Desenvolvimento de Ensino na Escola (edital nº 21/2023) e o Programa de Apoio à Realização de Feiras de Ciências (edital nº 22/2023).

O edital nº 21/2023 objetiva promover a participação de alunos do 8º ano ao ensino médio, além do profissionalizante em atividades de pesquisa científica e tecnológica. A iniciativa busca viabilizar o desenvolvimento de projetos a partir da utilização da metodologia STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts and Mathematics – Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), uma metodologia inovadora que incorpora conceitos interdisciplinares de diferentes áreas do conhecimento, proporcionando aos estudantes uma abordagem abrangente e integrada.

Já o edital nº 22/2023 tem como propósito a realização de feiras escolares de ciência e tecnologia, com o objetivo de fomentar a formação em nível de Pré-Iniciação Científica. Para tanto, o coordenador da feira deverá reunir no mínimo dez trabalhos científicos realizados preferencialmente em escolas da Rede Pública Estadual, bem como participar, obrigatoriamente, das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do ano corrente.

Recursos financeiros

Com recursos financeiros provenientes da Seduc, o edital nº 21/2023 destinará um montante de R$ 679 mil para a contratação de até 70 projetos alinhados com uma ou mais linhas temáticas vigentes no edital. Cada projeto contemplará três bolsas IC Jr, podendo chegar até 210 bolsas.

Para o edital nº 22/2023, o valor disponibilizado será de R$ 732 mil para a contratação de até 60 projetos de Feira de Ciências Escolares. Para auxiliar a pesquisa será destinado R$ 5 mil para cada projeto aprovado, com a concessão de três bolsas IC Jr por projeto aprovado, no valor de R$ 200 por mês, totalizando até 180 bolsas.

Cronograma

De acordo com o cronograma previsto, o período para o envio das propostas iniciaram no dia 20/11 e seguem até o dia 10/01/2024. Para mais informações sobre os editais acesse a aba ‘Editais Abertos’ no site da Fapitec/SE.

Projeto apoiado pela Fapitec/SE destaca avanços da pesquisa no semiárido sergipano durante workshop

O evento reuniu a comunidade acadêmica para discutir inovações em prol do desenvolvimento da atividade agrícola da região

O auditório do Núcleo de Competências em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Nupeg), localizado nas dependências da Universidade Federal de Sergipe (UFS), foi palco do III Workshop do projeto de pesquisa intitulado ‘Condicionamento e fertilização do solo do semiárido sergipano empregando biocarvão e derivados, visando o uso racional de água e o desenvolvimento da agricultura – SemiáridoFORTE’.

O projeto aprovado no edital nº 04/2021 do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) de apoio ao desenvolvimento da região semiárida brasileira é fruto de acordo de cooperação técnica Nº 1078/2021 firmado entre a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), visando a cooperação entre as partes por meio da formação de recursos qualificados em áreas prioritárias.

O evento que contou com uma série de apresentações, teve como objetivo a avaliação e acompanhamento das atividades realizadas pelos bolsistas envolvidos no projeto. “Os workshops têm sido fundamentais para alinhar as atividades, abrir novas oportunidades, além de servir como uma forma da coordenação gerir uma equipe grande e multidisciplinar. É uma maneira de compartilhar com a comunidade os principais resultados, para que os bolsistas apoiados pelo projeto tenham experiências e vivências de dividir seu conhecimento com outros pesquisadores”, explicou o professor e coordenador do projeto SemiáridoFORTE, Alberto Wisniewski Junior.

Na oportunidade, o pesquisador e bolsista do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema), Robério Satyro, apresentou o andamento de sua pesquisa sobre a ‘Gestão Sustentável dos Resíduos da Agroindústria no Semiárido Sergipano, sob o Aspecto da Economia Circular’ e destacou a importância de abordagens inovadoras para lidar com os resíduos agrícolas, visando não apenas a redução do impacto ambiental, mas também a criação de oportunidades econômicas sustentáveis.

“A partir do meu estudo, buscamos fazer um levantamento inicial, para que no futuro uma agricultura sustentável seja introduzida no semiárido sergipano. Como é uma região que tem um estresse hídrico muito grande, esperamos, por meio dessa agricultura sustentável, fazer com que a agricultura da região se fortaleça no aproveitamento do que já é gerado lá. O objetivo é produzir biocombustíveis de segunda geração, como: biocarvão, bióleo e o gás de pirólise. Com a aplicação do biocarvão no solo, os agricultores conseguiram um aumento de produtividade”, detalhou o pesquisador.

Durante o evento, a pesquisadora Pricília Gomes, também compartilhou o andamento de sua pesquisa intitulada ‘Desenvolvimento de fertilizantes inteligentes à base da Manipueira’. “A região do semiárido é marcada pela intensa produção de mandioca. Essa grande produção resulta em um resíduo poluente ambiental, a manipueira, proveniente da fabricação de farinha de mandioca ou de sua fécula. A ideia é tornar esse resíduo reaproveitável, agregando valor a ele para gerar desenvolvimento econômico e social, a partir da produção de biofertilizantes a base da manipueira. Já foi feita a caracterização das estruturas desses fertilizantes, resultando em 19 diferentes biofertilizantes. Atualmente estamos na etapa de verificar quais desses têm maior potencial para futuramente realizar a aplicação desses fertilizantes na produção”, dissertou.

Para o coordenador do SemiáridoFORTE a realização do Workshop foi bastante produtiva. “Pudemos ver que todos os objetivos estão sendo desenvolvidos a contento pelos bolsistas do projeto, além de ter permitido integrar outros pesquisadores que não estão diretamente vinculados, mas que desenvolvem pesquisas correlatas que contribuíram e enriqueceram as discussões”, ressaltou.

Sobre o projeto

O SemiáridoFORTE surgiu com o propósito de valorizar e estimular a atividade agrícola no semiárido de Sergipe. A região é um ambiente bastante inóspito, com solo pobre e que sofre com estresse hídrico, pela falta de chuvas, e se apresenta inicialmente como uma área pouco propícia para a agricultura. Diante dessa realidade, o projeto surge com a perspectiva de que esse cenário pode ser mudado a médio e longo prazos, a partir do emprego de tecnologias e pesquisas desenvolvidas na universidade. O ponto central da proposta, baseada nos objetivos do edital nº 04/2021, é o formar recursos humanos qualificados que enxerguem no semiárido o potencial para desenvolver a agricultura, valorizar os produtos e fixar a população nestas regiões, trazendo uma melhor expectativa de vida e abrindo uma perspectiva de futuro para as próximas gerações.

Fapitec/SE participa da XX Semana Nacional de Ciência e Tecnologia promovida pelo IFS

Nesta edição o evento discute o tema Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável

Na última terça-feira (21), foi dado início à feira científica promovida pelo Instituto Federal de Sergipe (IFS), evento que integra a XX Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com unidades de pesquisa de todo país. A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), órgão vinculado da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), esteve presente na abertura do evento por meio da diretora técnica da instituição, Carla Xavier. Semana Nacional de Ciência e Tecnologia MultiCampi do IFS segue até a quinta-feira (23) e tem como tema “Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável”.

O primeiro dia da feira contou com uma palestra sobre “A importância da interdisciplinaridade para o alcance dos objetivos de desenvolvimento sustentável”, ministrada pela pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Prof Dra. Nelzair Araújo Vianna. A programação contou ainda com apresentações culturais do Grupo Piabetá do Campus IFS Socorro, dos regentes Daniel Freire e James Bertish, além do show do cantor Heitor Mendonça. 

O público que visitar o evento terá acesso à palestras, simpósio de formação de professores, oficinas, mostras científicas e apresentações culturais, entre outras ações previstas na programação. “A reunião de diversos agentes que fazem o cenário da ciência e tecnologia girar em Sergipe de faz essencial para o desenvolvimento e crescimento desse setor. O evento é uma culminância de todos os trabalhos que o IFS vem desenvolvendo e nós, enquanto fundação, não podíamos deixar de prestigiar, porque o Instituto é um grande parceiro da Fapitec Sergipe”, salientou a diretora técnica da Fapitec, Carla Xavier.

Imagens: Thiago Santos/IFS

Governo lança edital de bolsas para Núcleos de Inovação Tecnológica com aporte de cerca de R$ 1 milhão

Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação podem submeter propostas até 13 de janeiro

Está aberto edital para concessão de bolsas para apoio aos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) de Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTI) em Sergipe. O edital nº 18/2023 foi lançado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), e segue aberto para submissão de propostas até 13 de janeiro de 2024.

O edital apoiará até oito bolsas na modalidade Transferência de Tecnologia (BTT), com propostas de até quatro Núcleos de Inovação Tecnológica sediados em Sergipe. Os recursos, na ordem de até R$ 998.400,00, são oriundos do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Funtec, gerido pela Sedetec.

Segundo o presidente da Fapitec, Alex Garcez, a realização deste edital é mais um incentivo à pesquisa produzida em Sergipe. “Convidamos as instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação a apresentarem propostas. O objetivo do edital é contribuir para a manutenção e o fortalecimento dos NITs, estimular e apoiar a capacitação das equipes que fazem parte dos núcleos e favorecer a difusão das propriedades intelectuais geradas no âmbito das instituições sergipanas”.

edital nº 18/2023 está disponível no site da Fapitec, na aba Editais. 

Fapitec demonstra pesquisas inovadoras e tecnológicas fomentadas pelo Governo durante Feitec

Entre os 36 estandes, foram expostas ferramentas desenvolvidas para proteção virtual, apoio a indústrias e métodos para agricultores

O Governo de Sergipe fomenta o desenvolvimento de projetos científicos, e diversas iniciativas apoiadas foram expostas durante a primeira edição da Feira de Inovação, Tecnologia, Empreendedorismo e Ciência (Feitec), promovida nesta semana pela Fundação de Apoio à Ciência e à Tecnologia do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). 

Nos estandes, 36 projetos foram apresentados para quem passou pelo Complexo do Desenvolvimento Econômico do Estado de Sergipe, a exemplo de estudantes, comunidade científica, autoridades estaduais e população em geral. “A Feitec foi uma oportunidade de apresentar o trabalho que a Fundação tem realizado em prol da ciência e inovação no estado”, destaca o presidente da Fapitec/SE, Alex Garcez.

As exposições foram realizadas por pesquisadores contemplados em diversos editais de fomento à pesquisa e inovação viabilizados pela Fundação, como Tecnova II (01/2020); Programa de Bolsas PBIC e PBITI (06/2022); Programa de Apoio a Núcleos de Estudos Avançados em Políticas Educacionais no Estado de Sergipe (09/2021); Programa de Mestrado e Doutorado com Produto Tecnológico (04/2021); Programa de Bolsas de Pós-doutoramento Júnior em Instituições Estaduais (05/2021); e Programa de Bolsas de Iniciação Científica Jr (02/2022).

Tecnologia

Um dos projetos expostos foi o da impressora 3D, por meio da startup sergipana Inovector 3D, apoiada pelo edital Tecnova II (01/2020). O gestor de operações da startup, Eduardo Lemos, destaca as utilidades do equipamento. “O objetivo é tornar a impressão 3D tão fácil quanto imprimir em papel. Uma aplicação bastante utilizada é na robótica, para peças como rodas e chassis, e também nas áreas corporativa e industrial. O edital Tecnova foi fundamental, pois sem ele a gente não conseguiria tirar o projeto do papel”, afirma o gestor da startup. 

Outro projeto de relevância é o ‘Égidis’. O professor Lucas Pazoline realiza a iniciativa unindo duas vertentes: o desenvolvimento de um aplicativo educativo sobre segurança virtual e o desenvolvimento de mapeamento da segurança e proteção na internet no Centro de Excelência. “A proteção e a segurança foram o foco do mapeamento que fizemos no Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral, em Nossa Senhora do Socorro. Nesse quesito, observamos que os alunos tiveram um desempenho muito baixo, por isso desenvolvemos o aplicativo que visa incentivar habilidades de segurança e proteção na internet por meio de quiz e interação. Em apenas cinco dias, o aplicativo já foi utilizado por mais de cem usuários”, conta o professor. Nove integrantes fazem parte dos dois projetos, entre estudantes do Instituto Federal de Sergipe (IFS), Universidade Federal de Sergipe(UFS) e do Centro de Excelência. 

Aplicação no campo

Além do fomento ao desenvolvimento de ferramentas tecnológicas, há também as pesquisas voltadas ao estudo das ciências agrárias. Um exemplo é o projeto de desenvolvimento de métodos orgânicos para controle de pragas agrícolas, por intermédio do Edital Fapitec/SE/Funtec n° 05/2021 – Programa de Bolsa de Pós-Doutoramento Júnior em Instituições estaduais (Bolsas PDJ). “Sou aluna de doutorado e faço parte do grupo do Laboratório de Controle Biotecnológico de Pragas. A gente procura formas alternativas de uso do agrotóxico. Para isso, a gente utiliza óleo essencial e micro-organismos que visam controlar uma população de insetos-pragas. Essa pesquisa vai auxiliar o trabalho da Emdagro [Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe] junto aos trabalhadores rurais”, avalia Joseane Oliveira, doutoranda da Biotecnologia Industrial pela Universidade Tiradentes (Unit).

I Feitec reúne estudantes e comunidade científica para exposição de projetos apoiados pelo Governo de Sergipe

Promovida pela Fapitec/SE, feira também contou com seminários, avaliações e apresentações culturais

Quem passou pelo Complexo do Desenvolvimento Econômico do Estado de Sergipe nesta quarta-feira, 8, pôde conhecer os projetos de ciência e inovação desenvolvidos no estado de Sergipe na primeira edição da Feira de Inovação, Tecnologia, Empreendedorismo e Ciência (Feitec) promovida pela Fundação de Apoio à Ciência e à Tecnologia do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). Com o objetivo de apresentar as atividades difundidas pela instituição, a Feitec recebeu estudantes, professores, pesquisadores, parceiros institucionais, comunidade científica e público em geral.

Durante a abertura, participaram do dispositivo autoridades estaduais, incluindo o presidente da Fapitec/SE, Alex Garcez; o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa; a secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Danielle Garcia; e a secretária de Estado do Esporte, Mariana Dantas. Também fizeram parte o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães; o  chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa), Marcus Aurélio Cruz; o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Lucindo Quintans; e o pró-reitor de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Universidade Tiradentes (Unit), Ronaldo Linhares. 

A abertura aconteceu no auditório anexo à Codise. Para o presidente da Fapitec/SE, Alex Garcez, a Feitec foi uma oportunidade de apresentar o trabalho que a Fundação tem realizado em prol da ciência e inovação no estado. “Para mim, é muito gratificante conduzir a primeira edição da Feitec e dialogar diretamente com a comunidade de pesquisa e ciência”, afirmou.

De acordo com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, a realização do evento é relevante para o cenário de inovação no estado. “Ao longo do dia, todos puderam conhecer tanto os trabalhos que já foram e estão sendo feitos como também os trabalhos que estão por vir por meio da Fapitec. O objetivo é justamente difundir e disseminar o resultado das pesquisas apoiadas”, disse. 

Exposições

O evento contou com 72 expositores contemplados em diversos editais de fomento à pesquisa e inovação viabilizados pela Fundação como o Tecnova II (01/2020), o Programa de Bolsas PBIC e PBITI (06/2022); Programa de Bolsas DTR (08/2022); Programa de Apoio a Núcleos de Estudos Avançados em Políticas Educacionais no Estado de Sergipe (09/2021); Programa de Mestrado e Doutorado com Produto Tecnológico (04/2021); Programa de Bolsas de Pós-doutoramento Júnior em Instituições Estaduais (05/2021) e do Programa de Bolsas de Iniciação Científica Jr (02/2022).

“Gostaria de parabenizar a Fapitec pelo excelente evento, muito prestigiado pela comunidade científica e estudantes, dando visibilidade e conhecimento ao público dos excelentes trabalhos científicos realizados em prol da sociedade sergipana”, pontuou a diretora técnica do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), Lúcia Calumby.

Comunidade acadêmica

Além de participação de autoridades governamentais e público geral que prestigiaram o evento, a Feitec promoveu um encontro entre representantes de instituições parceiras da Fapitec e que estão inseridos na comunidade acadêmica.

“Todas as feiras que dialogam sobre inovação em tecnologia são relevantes, porque elas abordam o que há de mais moderno em uma sociedade. Então, a Fapitec tem feito um trabalho muito importante de alavancar a ciência no Estado”, destacou o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFS, Lucindo Quintans.

O pró-reitor de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Unit, Ronaldo Linhares, ressaltou a relevância dos incentivos concedidos pela Fundação. “A Fapitec mostra para a sociedade a produção, o resultado da produção e da aplicação financeira do que o estado propõe aqui para a pesquisa”, pontuou.

Programação

A feira também contou com shows e apresentações culturais, a exemplo da peça teatral ‘Vozes declamadas ceboleiros e cordelistas’, contemplada pelo edital 02/2022 e coordenada pelo professor Luiz Carlos. “A peça tem como foco transformar o conteúdo e a proposta pedagógica em algo mais lúdico. O cordel é o gênero literário adotado pelo grupo e a nossa origem é o município de Itabaiana”, explicou o professor.

A presença da mulher na ciência foi ressaltada pela secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Danielle Garcia. “Fico feliz por ver muitas meninas aqui em tantos estandes. Tem um estande específico só com meninas trabalhando nessa área científica. É muito bom a gente ver que é este é um projeto que inclui todos”, destacou a secretária Danielle Garcia.

“A Fapitec tem uma importância muito grande para o estado, então essa interação com os pesquisadores, os professores e os bolsistas é muito positiva”, salientou o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães.

Fotos: Igor Matias

Fapitec/SE realiza 1ª Feira e Inovação, Tecnologia, Empreendedorismo e Ciência de Sergipe

O evento acontecerá no dia 8 de novembro e divulgará as atividades apoiadas pela Fapitec/Se através de exposições e apresentações de projetos 

Com a finalidade de divulgar e difundir as atividades apoiadas pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado (Fapitec/SE), será realizada a primeira Feira de Inovação, Tecnologia, Empreendedorismo e Ciência da Fapitec/SE, a Feitec Sergipe. O evento acontecerá no próximo dia 8 de novembro, das 8 às 17 horas, no Complexo do Desenvolvimento Econômico de Sergipe, ao lado do Terminal DIA, em Aracaju.

A Feira contará com um ambiente integrativo composto por estudantes, professores, pesquisadores, comunidade acadêmica, parceiros institucionais e população em geral. Na oportunidade, serão apresentados e expostos um total de 72 projetos, segmentados entre pesquisa científica, formação de recursos humanos, pesquisa em políticas públicas, pesquisa tecnológica e inovação, difusão científica e estímulo ao empreendedorismo no formato de stands e seminário.

Segundo o presidente da Fapitec/SE, Alex Garcez, a Feitec demonstrará à população sergipana alguns resultados e perspectivas, fruto dos investimentos do Governo do Estado em atividades científicas, tecnológicas e de inovação, que abrangem diversos segmentos da sociedade e contribuem para o desenvolvimento socioeconômico de Sergipe. “Estamos com uma grande expectativa com a realização da Feira e em mostrar para a população um pouco mais do trabalho que a Fapitec/SE desenvolve”, pontua.

Programação

A abertura da feira começa às 8 horas, momento em que os organizadores darão as boas-vindas aos participantes. Das 9 às 17 horas, haverá exposição dos projetos apoiados pelos editais da Fundação em estandes. Paralelamente, no auditório, acontece o seminário de avaliação dos projetos apoiados pela Fapitec/SE. Já no palco ocorrerão apresentações culturais e interativas das 9h30 às 17 horas.

Serviço

O quê? I Feira de de Inovação, Tecnologia, Empreendedorismo e Ciência da Fapitec/SE
Quando? Quarta-feira, 8 de novembro, das 8 às 17 horas
Onde? Complexo do Desenvolvimento Econômico de Sergipe (avenida Empresário José Carlos Silva, 4444, bairro Inácio Barbosa – ao lado do terminal DIA)

Fapitec/Se participa da cerimônia de premiação da XIII Feira Científica de Sergipe (Cienart)

Contemplada no Edital nº 10/2023, Cienart recebeu apoio do Governo do Estado

A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/Se) participou na sexta-feira, 20, da XIII Feira Científica de Sergipe (Cienart), realizada no Centro de Vivência da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O evento fez parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e é uma iniciativa conjunta da Associação Sergipana de Ciência (ASCi), Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Instituto Federal de Sergipe (IFS), sob a coordenação da professora Zélia Soares Macedo.

“Este é um projeto que já está em seu 13º ano e que vai além de uma simples feira; trata-se de uma formação continuada de professores, capacitando-os para que eles possam implementar a metodologia científica em sala de aula”, destacou a coordenadora do evento, Zélia Soares.

A Cienart reúne anualmente cerca de cinco mil pessoas no espaço da Universidade Federal. São pesquisadores, professores, estudantes da Educação Básica e das Universidades, trocando experiências e popularizando a Ciência, a Tecnologia, as Artes e a Inovação produzidas no estado. “Apoiamos a Cienart através de um edital para Feiras Científicas e fizemos questão de estarmos presentes, afinal, este é um ambiente repleto jovens cientistas, de escolas de todo o estado, e que tem a ciência, tecnologia e inovação, como propósito educacional”, avaliou o presidente da Fapitec, Alex Garcez.

O objetivo é incentivar a produção de experimentos e estimular o desenvolvimento da criatividade e da capacidade inventiva, enriquecendo os estudantes no despertar de vocações, além de incentivar o uso das pesquisas no âmbito do estado de Sergipe. Para dar suporte aos participantes, foram desenvolvidas atividades paralelas ao longo de todo ano.

“Auxiliamos na elaboração dos projetos, como também na escrita de artigos científicos. Para os alunos, esse contato com o processo de letramento científico é muito importante, pois além de proporcionar a oportunidade de participar da feira, que permite que eles compartilhem seus projetos e aprendizados com um público mais amplo, também possibilita aos estudantes vivenciar desse ambiente acadêmico”, explicou Zélia.

Fomento
A Cienart foi realizada com aporte financeiro a partir do Edital nº 10/2023 de Programa de Apoio à Realização de Feira de Ciências da Fapitec/Se, com recursos oriundos do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec), gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec), no valor total de R$ 37.900,00.

Premiação
A comissão organizadora da XIII Feira Científica de Sergipe (Cienart) pré-selecionou 132 trabalhos de bancada, sendo 107 de alunos e professores da rede estadual de ensino. Das 17 apresentações de palco, 15 (todas da rede pública) foram classificadas para a etapa eliminatória.

As equipes premiadas receberam certificado, brindes e bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Segundo a diretora técnica da Fapitec/SE, Carla Xavier, que acompanhou a premiação, a realização das feiras são uma excelente oportunidade dos alunos vivenciarem a pesquisa de uma forma prática. “Esse apoio oferecido pela Fapitec é de extrema relevância, pois promove aos estudantes uma experiência enriquecedora de  uma forma abrangente e efetiva”, pontuou.

Ciência e tecnologia recebem suporte do Governo do Estado e fomentam desenvolvimento para Sergipe

Atuações do ITPS, da Fapitec e do SergipeTec apontam rumos científicos e tecnológicos do estado, sendo vetores de incremento social e econômico

Para motivar o desenvolvimento social e econômico no estado, o Governo de Sergipe tem investido em setores estratégicos, a exemplo da área de ciência e tecnologia. Além de colaborar para a capacitação de profissionais e de estruturar espaços de inovação, a gestão tem desenvolvido políticas para permitir o surgimento e a expansão de pesquisas acadêmicas e aplicadas. Esse espírito faz parte do Dia da Ciência e Tecnologia, celebrado em 16 de outubro.

Vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) tem como missão o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação em território sergipano. O órgão, terceiro mais antigo da categoria no país, completou 100 anos em 2023, e mantém parceria com instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade de São Paulo (USP).

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“Atualmente, o instituto vem passando pelo processo de acreditação de três laboratórios, o que significa a certificação na norma ISO 17025. Com esse recurso, as pesquisas do laboratório passam a ter validade em todo o mundo. Apenas duas outras instituições no Brasil contam com a certificação. O diferencial do ITPS é que o instituto enxerga a necessidade do estado e procura soluções, desenvolvendo pesquisas aplicáveis”, destaca o presidente do ITPS, Kaká Andrade.

O ITPS se divide em diferentes laboratórios, incluindo os de Água, Solos, Microbiologia e Bromatologia. No laboratório de Água, é analisada a qualidade tanto de rios e mananciais quanto da água para piscina, irrigação e consumo humano, entre outros usos. A finalidade é verificar a presença de agentes contaminantes e substâncias em alta concentração, a fim de buscar a neutralização de elementos nocivos.

Já o trabalho do laboratório de Solos está ligado à produtividade agrícola, auxiliando no equilíbrio de componentes do solo. Durante cada edição do Governo Itinerante ‘Sergipe é aqui’, o ITPS vem ofertando 30 análises de solo gratuitas a agricultores familiares, perfazendo mais de 200 em todas as edições. O laboratório de Bromatologia, por sua vez, oferece suporte técnico ao setor de alimentos, incluindo indústrias de grande porte. Por meio dele, se faz a certificação de produtos e a tabela de informações nutricionais.

Quanto ao laboratório de Microbiologia, sua atuação está em consonância com os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. “Desenvolvemos projetos que buscam minimizar os resíduos tóxicos e agregar valor financeiro pela transformação desses resíduos. Também buscamos capacitar jovens cientistas de diversos níveis acadêmicos e especialidades, influenciando não só o desenvolvimento prático com artigos e bancadas, mas a mudança de hábitos. É no laboratório de Microbiologia, por exemplo, que auxiliamos na contenção de surtos alimentares e que avaliamos itens da merenda escolar”, detalha a coordenadora do laboratório, Rejane Batista.

O ITPS mantém, ainda, parceria com escolas públicas, desenvolvendo projetos de iniciação científica com estudantes de nível médio e reconhecendo sua contribuição à ciência sergipana com premiações. O instituto também funciona em sistema de portas abertas para visitas de escolas públicas e privadas, estando, inclusive, em desenvolvimento de um link específico no site da instituição para agendamento direto.  

Museu da Ciência

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O Centro de Memória da Ciência e Tecnologia – conhecido como museu da ciência ou museu da química – é o único da modalidade em Sergipe, e faz parte do ITPS. Aberto ao público em geral e a pesquisadores acadêmicos, o espaço foi reconhecido em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Museus. Seu propósito é contar a história das pesquisas em ciência e tecnologia do estado a partir do nascimento do ITPS, dispondo de mais de mil peças em seu acervo. O local está disponível para visitação das 8h às 13h, de segunda a sexta-feira.

“É um acervo de memória, porque reúne vários tipos de fonte: bibliográfica, fotográfica, documental e de objetos que foram utilizados pelos primeiros pesquisadores e cientistas. Temos registros de que a ciência em nosso estado começou no ITPS, e a importância do museu é de que as futuras gerações possam conhecer como se deu o desenvolvimento econômico e industrial em Sergipe”, afirma a curadora Rosemeire Menezes.

SergipeTec

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No Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), órgão também vinculado à Sedetec, diversas instâncias fomentam a ciência e a tecnologia. Exemplos são o laboratório de impressão 3D, a biofábrica de mudas e as ações do Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe (Nerees). O parque também tem firmado parcerias estrangeiras, a exemplo de Taiwan e Alemanha.

Recentemente, o SergipeTec lançou edital de coworking para incubação de startups, com base na nova lei municipal de São Cristóvão. Tais empresas poderão ter acesso a mentorias e acompanhamento em seu crescimento. A ação incentiva o trabalho das startups e reforça seu potencial de inovação.

Com o Centro Vocacional Tecnológico (CVT), por meio do qual 12 mil jovens já foram qualificados desde 2011, o SergipeTec vem investindo na capacitação de jovens alunos de escolas públicas para atuar no mercado de ciência e tecnologia. O CVT promove cursos de informática, manutenção em computadores e outras formações da área. Para fazer parte, é preciso ter entre 18 e 29 anos.

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Também foi renovado o convênio do SergipeTec com o Banese no programa Inovar-SE, envolvendo cerca de 150 estudantes entre 15 e 19 anos. Nesta edição, os alunos receberão bolsa no valor de R$ 300 para garantir a manutenção no programa. No primeiro convênio, 40 dos 130 alunos concluíram a formação. Desses, nasceram 15 projetos de inovação, sendo que cinco foram premiados com R$ 10 mil cada e visitaram o Parque Tecnológico de Recife. Dos cinco premiados, três foram classificados para participar do Expo Favela Brasil, em São Paulo, no mês de dezembro.

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Via CVT, ainda, foi aberto um curso de design de moda para capacitação da comunidade no entorno do parque. “Encerramos uma turma há poucas semanas, que já vem servindo para gerar renda extra aos participantes. Vamos começar uma nova turma em breve, com 22 senhoras”, frisa o diretor-presidente do SergipeTec, José Augusto Carvalho. A expansão das atividades do CVT no interior do estado se dá por meio da parceria com as prefeituras, a exemplo de Riachuelo, Itaporanga d’Ajuda, Nossa Senhora das Dores e Laranjeiras.

Com o Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico Regional (Nutec), estão em capacitação duas turmas com o laboratório 3D. Outra frente são as energias renováveis, dentro da qual vem sendo planejada a construção de uma mini usina de energia solar para formação de mão de obra.

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“Estamos com mais de 30 projetos para serem apresentados a autoridades. Tivemos uma reunião junto ao Ministério de Minas e Energia para falar sobre um novo projeto envolvendo Universidade Federal de Sergipe (UFS), Instituto Federal de Sergipe (IFS) e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codesvasf) na área de hidrogênio verde. Temos boas chances de nos tornarmos um hub de energias renováveis”, resume o diretor-técnico do SergipeTec, Anízio Torres.

Fapitec

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A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), também vinculada à Sedetec, tem desempenhado um papel fundamental no fomento à pesquisa científica em Sergipe. Nos primeiros nove meses do ano, a Fundação lançou 17 editais de incentivo, promovendo avanços em diversas áreas do conhecimento. Foram investidos quase R$ 11 milhões no desenvolvimento científico do estado nesse período, com recursos oriundos, em sua maioria, do Fundo Estadual para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funtec).

Em agosto, foram premiados os 18 vencedores do XI Prêmio João Ribeiro de Divulgação Científica e Inovação Tecnológica. A iniciativa objetiva reconhecer e incentivar pesquisas que contribuem para o desenvolvimento científico, tecnológico e da inovação em Sergipe. A premiação, que contemplou os vencedores com incentivos financeiros, foi distribuída nas categorias Pesquisador Destaque, Pesquisador Inovador, Jovem Cientista, Profissionais de Comunicação e Empresa Inovadora.

O ano também foi marcado pelo reajuste das bolsas vinculadas ao Governo do Estado. Em março, foi anunciado o primeiro reajuste, que variava entre 25% e 100%. Em agosto, o novo reajuste do valor das bolsas para editais e acordos firmados a partir do mês de agosto. Deste modo, os valores das bolsas do Governo do Estado foram equiparados às bolsas vinculadas ao Governo Federal.

Eventos

Em comemoração à 20ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, o ITPS abrirá sua programação oferecendo um curso nos dias 16 e 17 de outubro para dar respaldo técnico a profissionais agrícolas e agricultores. “Eles terão a oportunidade de saber como interpretar uma análise de solo, já que muitos recebem seu resultado e não entendem. Fizemos uma parceria com professores da UFS nas áreas de fertilidade do solo e de recomendação de adubação”, resume a diretora-técnica do ITPS, Lúcia Calumby. O curso será ofertado mediante inscrição solidária, com alimentos não perecíveis que serão repassados a uma instituição filantrópica.

Já nos dias 19 e 20 de outubro, será realizado no SergipeTec o Workshop de Energias Alternativas. O evento, que chega à sua 10ª edição, nasceu na UFS, e contará com uma oficina sobre hidrogênio verde. Também haverá minicurso online e paineis temáticos. No dia 19, a programação vai de 9h às 12h, sendo retomada às 14h30. No dia 20, as atividades irão de 8h às 17h. A programação acontece na própria sede do Instituto, situado na Rua Campo do Brito , 371, no Bairro São José, em Aracaju.

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Última atualização: 16 de outubro de 2023 16:02.

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