Com apoio da Governo, Olimpíada Científica mobiliza escolas

Lançada em abril deste ano por meio de Termo de Cooperação Técnica firmado entre a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec/SE) e a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), a primeira edição da Olimpíada de Ciências da Natureza, da Diretoria Regional de Educação 1 (OCN/DRE-1), tem mobilizado educandos de escolas públicas do sul sergipano.  A iniciativa foi contemplada no edital n° 07/2021 de apoio à realização de Olimpíadas Científicas e conta com 4.158 inscritos, entre estudantes do 9º ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio. A Olimpíada foi organizada entre os estudantes das escolas públicas dos 11 municípios da DRE-01 e a prova será aplicada entre 17 e 31 de agosto.

“O lançamento das Olimpíadas de Ciências da Natureza é uma importante ação apoiada pela  Fapitec/SE em parceria com a Seduc. As iniciativas contempladas com certeza irão enriquecer a rede de ensino pública do estado. A gente parabeniza os contemplados, as diretorias, professores e alunos que realizarão um excelente trabalho”, afirma Ronaldo Guimarães, diretor-presidente da Fapitec/SE.  

A Olimpíada de Ciências da Natureza é coordenada pelas professoras Márcia Beatriz Oliveira, do Centro de Excelência Prefeito Joaldo Lima de Carvalho, em Itabaianinha, e Darcylaine Vieira Martins, do Colégio Estadual Dr. Garcia Filho, em Umbaúba. A professora Márcia Beatriz destaca que a iniciativa é uma ação de divulgação científica que representa uma “escola viva, onde os estudantes são os protagonistas das ações, identificando problemas e buscando soluções durante sua vida escolar”. “É através de projetos como este que levo os meus estudantes a se interessarem pela ciência, além de se apropriarem dos conhecimentos para participar de olimpíadas, feiras, mostras e outras atividades científicas”, completa a professora.

As idealizadoras do projeto comemoraram a ampla participação dos estudantes na Olimpíada, e contam que a iniciativa foi uma importante ferramenta para reaproximar as escolas dos alunos, considerando o distanciamento necessário gerado pela pandemia. Elas  explicam que quando a Fapitec lançou o edital resolveram elaborar uma olimpíada entre as escolas públicas envolvendo a área de ciências da natureza, sendo a prova presencial em uma única etapa, com objetivo de retomar o interesse dos estudantes pelas competições.

”Antes do isolamento social por conta da Covid-19, nossos alunos já tinham uma rotina de aulas preparatórias para as olimpíadas do conhecimento, principalmente as olimpíadas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, como por exemplo: Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), Olimpíada Sergipana de Química (OSEQUIM) e Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), e  sempre conseguiam conquistar medalhas nestes eventos. Durante a pandemia, essas olimpíadas passaram a ter provas online, prejudicando a participação dos nossos alunos, que na maioria, não tem acesso fácil a internet e, como consequência, começaram a se desinteressar por esse tipo de evento. Foi aí que tivemos a ideia de elaborar, assim que as aulas retornassem, uma olimpíada totalmente voltada para a realidade dos nossos alunos, com provas presenciais e com questões elaboradas pelos professores da DRE-01”, explica a professora Darcylaine Martins.

De acordo com ela, a princípio, a ideia seria uma olimpíada apenas entre as escolas que as duas professoras trabalham, o Colégio Estadual Dr Antônio Garcia Filho (Umbaúba) e o Centro de Excelência Prefeito Joaldo Lima de Carvalho (Itabaianinha). “O intuito era o de retomar o entusiasmo que os nossos alunos tinham em participar das olimpíadas científicas. Durante a elaboração do projeto para o submeter ao Edital Nº 07/2021 pensamos em ampliar essa olimpíada para todas as escolas da DRE-01”, revela.

O superintendente executivo da Seduc, Ricardo Santana, também reforça que a iniciativa é importante ao aproximar a ciência da escola. “O apoio da Fapitec, com recurso da Seduc, tem sido fundamental para que a gente desperte nos estudantes o prazer pela iniciação científica, pelo projeto científico e pelas olimpíadas científicas. A gente espera com isso, não só motivar os alunos, mas também o ambiente escolar e melhorar o aprendizado. Essa experiência que tem sido feita com inscrição dos alunos na olimpíada é mais uma etapa nesta direção”.

Importância do apoio

A professora de Itabaianinha enfatiza a importância do apoio da Fapitec/SE e da Seduc para realização da iniciativa. “A Fapitec/SE e a Seduc são as principais responsáveis pela idealização desse projeto, pois o apoio financeiro, e também de divulgação, são primordiais para a concretização do mesmo. Nossos estudantes precisam de incentivos e motivações para buscar mais informações e aprimoramento dos seus conhecimentos, e é nesse tipo de projeto que isso acontece, então, é de suma importância a realização destes eventos para a divulgação da ciência aos nossos estudantes, neste caso específico, envolvendo as ciências da natureza com os 9º anos do Ensino Fundamental e turmas do Ensino Médio”, destaca Maria Beatriz.

Darcylaine Martins também reforça a importância da Fapitec/SE e Seduc para o desenvolvimento do projeto.“Tínhamos a ideia, mas não os recursos financeiros para essa Olimpíada. Foi quando a Fapitec/SE e a Seduc/SE lançaram o Edital nº 07/2021 – Programa de Apoio a Olimpíadas de Ciências, e assim vimos a oportunidade de colocar em prática o projeto de criação de uma olimpíada, que tem na divulgação científica o poder de aproximar a comunidade da Ciência. As olimpíadas científicas na educação básica possuem papel muito importante neste sentido, pois estimulam muito os jovens a descobrir mais sobre as ciências e as tecnologias”, ressalta.

A professora lembra ainda que este tipo de iniciativa procura estabelecer um intercâmbio entre escolas e instituições de ensino superior, que também pode ser um estímulo para a escolha profissional do estudante. “Mais do que medalhas, prêmios e diplomas de participação, as olimpíadas científicas proporcionam aos estudantes e professores novas descobertas, novos lugares, ideias, técnicas e conhecimentos”, finaliza Darcylaine Martins.

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Última atualização: 30 de junho de 2022 09:45.

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