Governo do Estado apoia projeto que visa capacitar crianças e adolescentes para impressão 3D

Desenvolvimento da plataforma é financiado pelo Edital Tecnova II, da Fapitec

Divulgar a impressão 3D e fazer com que Sergipe assuma a posição entre os pioneiros dessa tecnologia são os pilares do projeto InoVector3D, que irá desenvolver uma plataforma para capacitação de crianças e adolescentes no estado. A proposta está entre as selecionadas pelo Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras (Tecnova II), através do Governo do Estado e da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec).

Com o crescimento gradativo da impressão 3D no mundo, escolas brasileiras sentiram a necessidade de incorporar estas práticas aos alunos. Pensando nesse sentido, profissionais da empresa InoVector3D estão desenvolvendo uma plataforma online que irá facilitar o uso dessa tecnologia de impressão em escolas, no processo de ensino, assim como na gestão de laboratórios com mais de uma impressora, já existentes em alguns centros de pesquisa da região.

Segundo o coordenador da plataforma, Marcos Felipe Sobral, a execução do projeto se dará em 24 meses devido à quantidade de módulos que estão sendo desenvolvidos. “O Tecnova é uma grande oportunidade para o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas para o mercado, então houve total aderência ao propósito da InoVector3D. Isso se relaciona com a disseminação da adoção da impressão 3D e com o intuito de colocar Sergipe na dianteira do domínio dessa tecnologia”, disse.

Marcos também ressalta que os incentivos do Governo do Estado através destes editais colaboram com os envolvidos nos projetos de tecnologia e inovação. “É muito importante esse tipo de projeto para desenvolver as empresas sergipanas e, consequentemente, criar um ambiente de negócio inovador, fazendo florescer em Sergipe um polo tecnológico no Nordeste e no Brasil. Acreditamos que ações como essa vão propiciar condições para que Sergipe assuma um papel de destaque no cenário nacional”, destacou.

Tecnova II

O edital Tecnova II busca estimular as atividades de inovação e incrementar a competitividade entre empresas no cenário pós-pandemia. A seleção contempla empresas brasileiras com sede em Sergipe e faturamento anual de até R$ 16 milhões. As empresas autoras das propostas selecionadas e contratadas têm acesso ao suporte técnico da Fapitec para auxiliar na execução dos projetos. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/FINEP) é responsável pelo financiamento do programa, que inclui um aporte global de R$ 2 milhões.

Tecnologia apoiada pelo Governo auxiliará na mobilidade e na segurança pública

Empresa foi contemplada pelo Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras (Tecnova II), promovido pelo Governo do Estado e executado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica (Fapitec/Se)

A imagem ilustrativa, possui um celular destacado com a logomarca do Projeto Ciclope, que foi descrito no texto. Ao fundo tem um carro branco desfocado.

Com o objetivo de auxiliar áreas como a mobilidade urbana e a segurança pública, por meio da análise de imagens e com base em Inteligência Artificial, a empresa sergipana BK Telecomunicações foi uma das contempladas pelo Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras (Tecnova II), promovido pelo Governo do Estado e executado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica (Fapitec/Se).

A proposta submetida no edital chama-se ‘Projeto Ciclope’ e surgiu da ideia de maior aproveitamento da capacidade do data center da empresa, como forma de resolver alguns problemas identificados em visitas aos clientes, como explica o coordenador do projeto, Welliton Sá. “Como atendemos a comunicação de dados de vários setores, vimos que existia uma deficiência muito grande de soluções tecnológicas em áreas como mobilidade e segurança pública. O tratamento analítico de imagens é bastante limitado, caro e com tecnologias de fora do país”, explica.

Segundo Welliton Sá os softwares que existem em uso são desenvolvidos para as demandas do mercado externo, e algumas necessidades do Brasil não são atendidas. “Analisamos essas necessidades e quando conversei com a minha equipe de pesquisa e desenvolvimento surgiu a ideia do Projeto Ciclope”, completa. 

O propósito do projeto é fazer com que o Estado deixe de ser importador e passe a ser exportador de tecnologia nessa área. “Essa tecnologia é pouco explorada aqui no Brasil, pois geralmente todo o processamento é feito fora do país, por empresas estrangeiras que usam plataformas fechadas, similares a uma “caixa preta”. Nosso software é auditável, código aberto e o processamento é todo local. Estamos investindo na construção de um data center de alta capacidade, eficiência e com o que há de melhor na computação científica, exatamente para fazer esse processamento com o software e o hardware dentro do Estado, e a partir disso a gente passar a exportar essa tecnologia para a região”, reforça.

Aplicabilidade

Na área da segurança pública, o Projeto Ciclope se diferencia oferecendo uma tecnologia que pode ajudar além da identificação das placas dos carros, como fazem alguns softwares existentes atualmente. A proposta oferece a checagem se algum carro é clonado ou não, conseguindo ter uma imagem de todo o veículo e da avenida. No estágio atual de desenvolvimento já é possível identificar a cor do veículo, o modelo e o fabricante, e isso permite fazer uma checagem em uma base de dados e confirmar se é uma placa clonada, além de facilitar uma possível abordagem policial, pois também é possível identificar os ocupantes do veículo. 

Já na mobilidade urbana, a solução apresentada é um sistema de coleta de dados e processamento de informações para auxiliar na tomada de decisões e planejamento eficiente da mobilidade urbana. 

No momento, o projeto está na segunda fase de testes, onde são realizadas verificações em escala, processando várias imagens em paralelismo e aprendizagem de máquinas. Em seguida, devem ser feitas as primeiras provas de conceito com os clientes, o que deve acontecer até o início de 2022.

Welliton Sá informa que o incentivo do Governo foi importante para consolidação do projeto, pois, através dele, está sendo possível acelerar o processo, contratando mais pessoas e entregando mais do que estava previsto no cronograma. “Com a verba que a gente tinha para esse projeto, passaríamos o dobro do tempo para colocá-lo em prática. Porém, com os recursos do Tecnova II, reduzimos pela metade o tempo para a entrega e exploração comercial. Isso na tecnologia é fundamental, pois as soluções evoluem muito rápido e quem conseguir entregar primeiro os produtos têm maiores chances de sucesso. Com o produto desenvolvido, vamos ampliar nossa área de atuação e carteira de clientes. O pioneirismo na região, auxiliado pelos incentivos do Governo do Estado através do Tecnova II, serão revertidos em geração de empregos e aumento de arrecadação”, finaliza o coordenador do projeto, Welliton Sá.

Para o diretor da Fapitec, Ronaldo Guimarães, o Projeto Ciclope tem grandes diferenciais, e mostra o quanto a contribuição do Tecnova II está sendo importante para as empresas contempladas. “Este é o nosso objetivo. Abrir oportunidades, a partir dos nossos editais, para as empresas sergipanas, sempre fomentando a inovação em diversas áreas”, finaliza.

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Última atualização: 13 de agosto de 2021 09:25.

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